domingo, 1 de novembro de 2015

Para Compreender Corretamente o Nacionalismo

Diálogo com funcionários responsáveis do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia - (26 e 28 de fevereiro de 2002)

Por Kim Jong Il

Traduzido por I.G.D.

É importante compreender corretamente o nacionalismo. Quando as pessoas o praticarem, será possível conquistar a unidade da nação, defender seus interesses e fazer contribuições para forjar seu destino.
Kim Jong Il, memorável dirigente da Revolução Coreana.

O nacionalismo foi criado como uma doutrina chamada a defender os interesses da nação em processo de suas formação e desenvolvimento. Cada nação, formada em distintas épocas, é um grupo social constituído e consolidado ao longo da história, sobre a base da identidade sanguínea, linguística, regional e cultural, e consta de diversas classes e setores sociais. Em nenhum país ou sociedade existe um indivíduo isolado e excluído da nação. Todos são seus membros, uma vez que integram determinada classe ou camada social, devido ao qual possuem identidades nacionais e classistas. Estas, da mesma forma que as exigências de classes e as nacionais, estão estreitamente vinculadas. Desde já, as classes e camadas que integram a nação possuem diferentes demandas e interesses por sua respectiva situação socioeconômica. Entretanto, todos têm interesses comuns relacionados com a salvaguarda da independência e identidade nacionais e a conquista da prosperidade do povo acima de seus interesses de classe ou de setor. Assim é porque o destino da nação se identifica com o de seus integrantes e está implícito em cada indivíduo. Ninguém quer a identidade de sua nação ignorada e sua soberania e dignidade sejam atropeladas. O amar de sua nação, apreciar suas peculiaridades e interesses e aspirar seu desenvolvimento representa a ideia, o sentimento e a psicologia comuns de seus componentes, cujo reflexo é precisamente o nacionalismo. Em outras palavras, o nacionalismo é o ideal que propugna amar a nação e defender seus interesses. Como as pessoas vivem e forjam seu destino confinadas ao Estado nacional, o genuíno nacionalismo se identifica com o patriotismo. Seu caráter progressista reside em defender os interesses da nação, amar esta e a pátria.

O nacionalismo se formulou como um conceito progressista, ao passo que formava e desenvolvia-se a nação, mas no passado foi considerado como um ideário que defendia os interesses da burguesia. É certo que no período do movimento nacional antifeudal os burgueses emergentes se puseram sob a bandeira do nacionalismo. É que naquela etapa seus interesses concordavam principalmente com os das massas populares na luta contra o feudalismo e por isso tal bandeira refletia os interesses comuns da nação. Após o triunfo da revolução burguesa, ao desenvolver-se o capitalismo e converter a burguesia em classe dominante reacionária, o nacionalismo passou a servir como um meio para proteger os interesses desta classe. Porque a classe burguesa, disfarçando os seus interesses como se fossem nacionais, o nacionalismo passou a ser usado como um instrumento ideológico para a realização de seu domínio, este passou a ser considerado como uma doutrina burguesa, divorciado de interesses nacionais. Deve-se distinguir o verdadeiro nacionalismo, que exige amar a nação e defender seus interesses, do nacionalismo burguês que defende os interesses da burguesia. Nas relações com outros países e nações, este se manifesta como egoísmo nacional ou exclusivismo ou como chauvinismo de grande potência. É um ideário de índole reacionária que semeia o antagonismo e a discórdia entre os países e impede o desenvolvimento das relações amistosas entre os povos da Terra.

A teoria revolucionária antecedente a classe operária não possui explicações corretas sobre o nacionalismo. Prestou a atenção primordial ao fortalecimento da unidade e solidariedade da classe trabalhadora mundial; questão que se apresentou naquele tempo como um problema essencial no movimento socialista, mas não se interessou como era devido pelo problema da nação. Para piorar a situação, a causa dos grandes prejuízos que causava o nacionalismo burguês a este movimento, foi marcada por uma corrente ideológica antissocialista, razão pela qual seria considerado incompatível com o comunismo e passou então a ser repudiado.

Este é um critério errôneo. O comunismo não é uma doutrina que defende unicamente os interesses da classe operária. Defende, também, os interesses da nação. É uma ideia autêntica que ama a esta, e a pátria. O mesmo se pode dizer do nacionalismo. Amar o país, a nação, é uma ideia e sentimento comum do comunismo e do nacionalismo, e constitui a base ideológica para uma aliança de ambos. Portanto, pode-se dizer que não há qualquer razão ou justificativa para colocar o comunismo como contrário ao nacionalismo e rejeitar este último.

O nacionalismo não está em contradição com o internacionalismo. Internacionalismo é ajudar, apoiar e solidarizar-se com todos países e nações. Dado que existem fronteiras entre os países e diferenças de nacionalidades, e o processo revolucionário e construtivo se efetua pela unidade da nação, o internacionalismo representa as relações entre os países, as nações, e possui como premissa o nacionalismo. A verdade é que um internacionalismo separado da nação e divorciado do nacionalismo não significa nada. Se um é indiferente ao destino de seu país e povo, este não pode ser fiel ao internacionalismo. Os revolucionários de cada país devem ser leais ao internacionalismo mediantes os esforços, principalmente, pelo desenvolvimento e pela prosperidade de sua nação.

Pela primeira vez na história, o grande camarada Kim Il Sung apresentou uma explicação correta para o nacionalismo e na prática revolucionária para forjar o destino do país, e a nação solucionou brilhantemente o problema das relações entre ele e o comunismo, entre o nacionalista e o comunista. Destacou que para ser um comunista deve ser primeiro um verdadeiro nacionalista. No início, com a determinação de consagrar a sua vida para o país e para a nação, empreendeu-se o caminho da revolução, concebeu a imortal Ideia Juche, formulando com base nisso, a concepção original da nação e esclareceu cientificamente a essência e a natureza progressista do nacionalismo. Coordenando de modo mais correto o espírito de classe com a nacionalidade e o socialismo com o destino da nação, realizou a aliança entre comunistas e nacionalistas, consolidou com firmeza os campos do sinal nacional e classista do socialismo de nosso país e conduziu os nacionalistas pelo caminho da construção socialista e da reunificação da Pátria. Fascinados pela ilimitada magnanimidade e nobres qualidades humanas do Grande Líder, numerosos nacionalistas romperam com seu passado ignominioso e tomaram a via patriótica da unidade nacional e da reintegração do país. Kim Ku, que promoveu o anticomunismo em quase toda a sua vida, nos últimos anos de sua existência se aliou com o comunismo e se pôs a serviço da Pátria. Da mesma maneira, o outrora nacionalista Chou Tok Sin, abraçou a causa do Líder e se destacou como patriota. O Grande Líder não só apreciou e defendeu a independência do povo coreano como também a dos demais povos do planeta e fez todos os esforços, tanto por nossa revolução como pela causa de realizar a independência no mundo. Se poderia afirmar que no globo não houve um homem tão grandioso como nosso Líder, do qual consagrou toda a sua vida à independência, soberania e prosperidade da nação e pelo luminoso futuro da humanidade. Foi o comunista mais firme, patriota sem igual, um nacionalista autêntico e um verdadeiro exemplo de internacionalista.

Da mesma maneira que destacara o Líder, eu também sustento que para ser um genuíno revolucionário e comunista deve ser antes de tudo um ardente patriota, um verdadeiro nacionalista. O comunista que luta por fazer da independência das massas populares uma realidade, necessariamente deve ser um genuíno nacionalista. Quem se esforça pelo seu povo, sua nação, sua pátria, é um genuíno comunista, um verdadeiro nacionalista e fervoroso patriota. Como quem não ama seus pais e irmãos não pode amar seu país e seu povo, tampouco será comunista aquele que não ame sua pátria e sua nação. Seguimos fielmente a nobre ideia do Grande Líder quanto ao amor à Pátria, a nação e ao povo, e realizamos todos os esforços para aglutinar em um bloco único todos os setores e camadas da nação, e assim conduzi-los pelo caminho patriótico com uma ambiciosa política.

Atualmente os que se opõe ao nacionalismo e impedem o desenvolvimento da independência das nações não são os comunistas, mas sim os imperialistas. Para ver realizada sua ambição de domínio, eles atuam artificiosamente sob o rótulo da “mundialização” ou “globalização”. Tendo em vista de que hoje as ciências e técnicas se desenvolvem a um alto ritmo e os intercâmbios econômicos se impulsam fortemente em escala mundial, vociferam de que o ideal da edificação do Estado nacional independente, o amor à pátria, a nação e outros conceitos semelhantes, são “preconceitos nacionais atrasados para a época” e a “mundialização” ou “globalização” é a tendência desta. No mundo de hoje, onde cada país, cada nação, abre o caminho de seu destino com sua própria ideia, regime e cultura, não pode caber uma “globalização” que abarque a política, a economia, a ideologia e a cultura. As conspirações dos imperialistas estadunidenses pela “mundialização” ou “globalização” possuem como objetivo de fazer do globo um “mundo livre” ou um “mundo democrático” ao estilo estadunidense, para dominar e subjugar a todos os países e nações. A época atual é a da independência. A história da humanidade avança, não pela ambição de domínio dos imperialistas nem por sua política de agressão, mas sim em virtude da luta das massas populares pela independência. As maquinações dos imperialistas encaminhadas à “mundialização” ou “globalização” não evitarão os fracassos diante das enérgicas lutas dos povos do planeta que aspiram a independência.

Temos que rechaçar terminantemente essas maquinações dos imperialistas e lutar resolutamente pela revitalização das grandes particularidades de nossa nação e defender a sua independência. É com este objetivo que damos ênfase repetidamente em dar primazia à nação coreana.


Atualmente a tarefa mais importante que enfrentamos para defender e realizar a independência do povo é alcançar a reunificação da Pátria. A nação coreana, que veio criando uma longa história e cultura, e mantendo tradições patrióticas, está dividida em Norte e Sul por forças exógenas há mais de meio século. A divisão do território e a excisão nacional entravam o desenvolvimento unificado da nação e lhe causam inumeráveis adversidades e sofrimentos. A reintegração da Pátria é a demanda vital de nossa nação, sua vontade e aspiração unânimes.

O histórico Encontro de Pyongyang e a Declaração Conjunta Norte-Sul de 15 de Junho abriram uma nova era da grande unidade nacional e da reunificação independente do país. A Declaração esclareceu em todos os aspectos os princípios e as vias para solucionar de modo independente, e com as forças unidas dos compatriotas, o problema da reunificação da Pátria. É uma plataforma de unidade nacional, um grande programa de reunificação da Pátria, baseado no ideal de “Entre nós, os compatriotas” e penetrado pelo espírito de amar a pátria e o povo. Apoiar, defender e realizar com êxito e através da referida Declaração vem a ser a garantia fundamental da independência, da paz e da reintegração da Pátria. Toda a nação coreana, erguendo bem alto a Declaração Conjunta Norte-Sul como o grande programa da reunificação, liberará uma enérgica luta para conquistar, custe o que custar, esta causa histórica.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A concepção dialética da unidade no seio do Partido*

Escrito por Mao Zedong (18 de novembro de 1957)

Transcrito por I.G.D.

(Retirado de: MAO TSETUNG – Obras Escolhidas Vol. 5, pg. 617-619; Editora Alfa-Omega, 1977.)


*Excertos de um discurso proferido na Conferência de Representantes dos Partidos Comunistas e Operários, realizada em Moscow.


Em relação à questão da unidade, gostaria de dizer algumas palavras acerca da maneira de a abordar. Penso que a nossa atitude deve ser a de nos unirmos com todo e qualquer camarada desde que não seja um elemento hostil ou sabotador. Devemos adotar em relação a ele uma atitude dialética e não metafísica. Que deve entender-se por atitude dialética? Analisar tudo, reconhecer que todos os seres humanos cometem erros e não rejeitar categoricamente alguém porque apenas cometeu erros. Lenin disse um dia que não há uma única pessoa no mundo que não cometa erros. Toda a gente precisa de ajuda. Um indivíduo competente precisa da ajuda de outras três pessoas; uma sebe precisa do suporte de três estacas. Apesar de toda a sua beleza o lótus precisa do verde das suas folhas para a realçar. Estes são alguns provérbios chineses. Outro provérbio chinês diz que três sapateiros, juntando as suas inteligências, conseguem igualar o grande pensador Chuque Liam. Chuque Liam, sozinho, jamais poderá ser perfeito; tem suas limitações. Consideremos esta declaração dos nossos doze países. Já passamos por um primeiro, segundo, terceiro e quarto projetos e ainda não acabamos de a aperfeiçoar. Penso que seria presunção alguém reclamar da onisciência e a onipotência divinas. Deste modo, que atitude devemos adotar em relação a um camarada que cometeu erros? Deveremos seguir o método analítico e é preferível adotar uma posição dialética em vez de uma posição metafísica. O nosso Partido já uma vez se atolou na metafísica, no dogmatismo, que destruía completamente quem quer que não fosse do seu agrado. Posteriormente, repudiamos o dogmatismo e aprendemos um pouco mais de dialética. A unidade de contrários é o conceito fundamental da dialética. De acordo com este conceito, como deveremos agir em relação a um camarada que tenha cometido erros? Em primeiro lugar, devemos travar uma luta para que ele se liberte das suas ideias erradas. Em segundo lugar, devemos também ajudá-lo. Ponto um, luta; ponto dois, ajuda. 
Devemos proceder com boas intenções para ajudá-lo a corrigir os seus erros e encontrar uma saída.

Contudo, as coisas serão diferentes quando se tratar de pessoas de outro tipo. Com pessoas como Trotsky, ou como Chen Du-xiu, Tcham Cuo-tao e Cao Cam na China, era impossível adotar uma atitude de ajuda, pois eram incorrigíveis. E houve indivíduos como Hitler, Chiang Kai-chek e o czar que eram do mesmo modo incorrigíveis e tinham de ser derrotados porque havia um antagonismo completo entre nós e eles. Neste sentido, há apenas um aspecto na sua natureza, e não dois. Em última análise, isto é também verdade em relação ao imperialismo e aos sistemas capitalistas que estão prestes a ser substituídos pelo sistema socialista. O mesmo se aplica à ideologia: o idealismo será substituído pelo materialismo e o teísmo pelo ateísmo. Estamos a falar do objetivo estratégico, mas o caso é diferente em relação às etapas da tática, as quais podem exigir compromissos. Não aceitamos nós um compromisso com os americanos em relação ao paralelo 38 na Coreia? Acaso não houve um compromisso com os franceses no Vietnam?

Em cada etapa da tática é necessário saber estabelecer compromissos, tal como é necessário saber travar lutas. Voltemos agora às relações entre camaradas. Penso que se deve discutir com os camaradas sempre que haja divergências entre eles. Parece-me que alguns pensam que, desde que estejam no Partido Comunista, as pessoas se tornam santas, sem diferenças ou desentendimentos, e que o Partido não deve ser submetido à análise, ou seja, é um partido monolítico e uniforme e que por isso não deve haver discussões. Dir-se-ia que as pessoas são 100 por cento marxistas desde que estejam no Partido. Na realidade, há marxistas em vários graus: há os que são marxistas a 100, 90, 80, 70, 60 ou 50 por cento e mesmo alguns que só são 10 ou 20 por cento marxistas. Não será possível que dois ou mais de nós se reúnam para discutir numa sala pequena? Não será possível partirmos do desejo de unidade e discutir dentro do espírito de ajuda mútua? Evidentemente, refiro-me a discussões no interior das fileiras dos comunistas e não a discussões com os imperialistas (embora também tenhamos conversas com eles). Deixem-me dar um exemplo. Não estão neste momento os nossos doze países a discutir? Não estão também a discutir mais de sessenta Partidos? Realmente estão. Por outras palavras, desde que daí não resultem danos para os princípios do Marxismo-Leninismo, aceitaremos dos outros certos pontos de vista que são aceitáveis e abandonaremos alguns dos nossos pontos de vista que possamos abandonar. Temos duas mãos para tratar com um camarada que cometeu erros: uma mão para lutar com ele, outra para nos unirmos a ele. O objetivo da luta é defender os princípios do Marxismo, o que significa ter princípios; essa é uma mão. A outra mão é unirmo-nos a ele. O objetivo da unidade é proporcionar-lhe uma saída, fazer com ele um compromisso, o que significa ser flexível. A conjugação dos princípios com a flexibilidade é um princípio marxista-leninista e é uma unidade de contrários. 


Todas as coisas, e a sociedade de classes em particular, estão cheias de contradições. Alguns afirmam que irão ser ''descobertas'' contradições na sociedade socialista, mas penso que essa é uma forma errada de colocar tal questão. A questão não é a de haver contradições a descobrir, mas sim a de que essa sociedade fervilha em contradições. Não há nenhum lugar onde não haja contradições e não há ninguém que não possa ser analisado. Pensar que isso não se pode fazer é ser-se metafísico. Como sabemos, um átomo é um complexo de unidades de contrários. Há uma unidade de dois contrários, que são o núcleo e os elétrons. Num núcleo há por sua vez a unidade dos contrários que são os prótons e os nêutrons. Quanto ao próton, há prótons e antiprótons, tal como em relação ao nêutron há nêutrons e antinêutrons. Em suma, a unidade dos contrários está sempre presente. O conceito de unidade dos contrários, a dialética, deve ser profusamente propagado. Penso que a dialética deve sair dos pequenos círculos filosóficos e ser difundida entre as massas. Sugiro que esta questão seja discutida nas reuniões das comissões políticas e nas sessões plenárias dos comitês centrais dos vários partidos e mesmo nas reuniões dos comitês do Partido de todos os escalões. De fato, os secretários das organizações do nosso Partido, quando preparam relatórios para as reuniões do Partido, geralmente apresentam dois pontos nas suas agendas: em primeiro lugar os êxitos; e em segundo lugar as insuficiências. Um divide-se em dois - esse é um fenômeno universal e é isso a dialética.

China ampliará pensão de velhice para toda a população


Traduzido por I.G.D.

Pequim, 29 de outubro – China ampliará a pensão de velhice para toda a sua população, decidiu a direção chinesa em uma reunião-chave que concluiu hoje.
Será empregado capitais do Estado para aumentar o fundo existente de segurança social, de acordo com um comunicado emitido depois da V Sessão Plenária do XVIII Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh).

Cerca de 200 milhões de chineses ainda devem ser incluídos no programa de pensão de velhice do país, declarou em março o ministro de Recursos Humanos e Segurança Social, Yin Weimin.

No comunicado se prometeu também que “a China aplicará o sistema de seguro para enfermidades graves em escala total”, o que sugere que este seguro se estenderá a toda a população.

Até finais de setembro de 2014, ao redor de 650 milhões dos 1,3 bilhões de chineses estavam cobertos pelo seguro para enfermidades graves, o que impede que caiam na falência como resultado das contas médicas.

O comunicado destaca que a China “seguirá o caminho do desenvolvimento compartilhado por todos” e que trabalhará em prol do “desenvolvimento para o povo, pelo povo e compartilhado por toda a população”.

Salienta também a igualdade de oportunidades e de segurança social para que todos possam alcançar uma vida moderadamente próspera.

O governo garantirá uma distribuição mais justa do capital para as regiões pobres e para zonas com elevadas concentrações de minorias étnicas, e se proporcionará um melhor cuidado em relação as crianças, mulheres e idosos que permaneceram-se nas aldeias após seus pais, maridos e filhos terem partido para trabalhar nas cidades como trabalhadores migrantes, prometeu o PCCh.

A nação também se esforçará para melhorar a educação, promover a educação universal para estudantes de escolas secundárias uma vez que garante que a política de nove anos de educação obrigatória se aplique em todo o país.

O comunicado indica que o governo eliminará as cotas de matrículas na educação secundária para os estudantes pobres e lhes proporcionará subsídios, adequando “gradualmente” as cotas de matrículas para as pessoas que recebem educação vocacional profissional.

No aspecto médico, o país racionalizará os preços de remédios, coordenará o seguro de saúde com a atenção médica e estabelecerá um sistema básico de saúde e gestão de hospitais que abarque tanto as áreas urbanas como rurais, disse o documento.

Também sublinhou a redução das disparidades de renda.

sábado, 3 de outubro de 2015

Síria: Pelo menos 700 extremistas se renderam durante os últimos dias


Pelo menos 700 extremistas se renderam durante os últimos dias e entregaram as armas para as autoridades competentes na província de Deraa, no sul da Síria, segundo a agencia de notícias SANA, no sábado.


Segundo a agencia, mencionada por RIA Novosti, estes terroristas depuseram as armas no marco do programa de reconciliação nacional. Os militantes entregaram suas armas automáticas, metralhadoras e rifles de franco-atiradores.

O exemplo mais chamativo do êxito do programa de reconciliação nacional anunciado pelo governo sírio teve lugar na cidade de Homs em 2014. Então se renderam 1.500 militantes que haviam tomado o centro da cidade.

O programa de reconciliação nacional oferece aos militantes e extremistas entregar as armas e passar por um processo de reabilitação para que retornem a vida civil.
Hoje, o chefe da Direção Principal de Operações do Estado Maior General das Forças Armadas da Rússia, o coronel general Andrei Kartapolov, declarou que “os militantes (do Estado Islâmico) estão abandonando as zonas que estavam sob seu controle”.

“Em suas fileiras encontram-se o pânico e as deserções. Pelo menos 600 mercenários abandonaram suas posições e tratam de fugir para a Europa”, disse o general durante uma conferência de imprensa no Centro de Defesa Nacional.


Traduzido por I.G.D.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Discurso de Proclamação da República Popular da China

Por Mao Zedong
(Retirado de http://www.novacultura.info/)


Presidente Mao Zedong discursando
na Praça Tian An Men, a 1 de Outubro de 1949.
O povo de toda a China esteve mergulhado em amargos sofrimento e atribulações desde que o reacionário governo de Chiang Kai-shek e seu Kuomintang traiu a pátria, em conluio com os imperialistas, tendo-se lançado na guerra contrarrevolucionária.

Felizmente o nosso Exército Popular de Libertação, apoiado por toda a nação, tem lutado heroicamente e abnegadamente para defender a soberania territorial de nossa pátria, para proteger a vida e os pertences das pessoas, para aliviar o povo de seu sofrimento e lutar por seus direitos, tendo finalmente acabado com as tropas reacionárias e derrubado a ordem reacionária do governo Nacionalista.

Agora, a Guerra de Libertação Popular está praticamente ganha, e a maioria da população no país está livre. Sob tal fundamento, a primeira sessão da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, composta por delegados de todos os partidos democráticos e de organizações populares da China, pelo Exército Popular de Libertação, as diversas regiões e nacionalidades do país, além dos patriotas chineses no exterior e outros elementos, foi convocada.

Representando o desejo de toda a nação, [esta sessão da conferência] promulgou a Lei Orgânica do Governo Popular Central da República Popular da China, elegeu Mao Zedong presidente do Governo Popular Central, e Zhu De, Liu Shaoqi, Song Qingling, Li Jishen, Zhang Lan, e Gao Gang como vice-presidentes [do Governo Popular Central], e Chen Yi, Ele Long, Li Lisan, Lin Boqu, Jianying Ye, Ele Xiangning, Lin Biao, Peng, Liu Bocheng , Wu Yuzhang, Xu Xiangqian, Peng Zhen, Bo Yibo, Nie Rongzhen, Zhou Enlai, Dong Biwu, Seypidin, Rao Shushi, Tan Kah-kee [Chen Jiageng], Luo Ronghuan, Deng Zihui, Ulanhu, Xu Deli, Cai Chang, Liu Geping, Ma Yinchu, Chen Yun, Kang Sheng, Lin Feng, Ma Xulun, Guo Moruo, Zhang Yunyi, Deng Xiaoping, Gao Chongmin, Shen Junru, Shen Yanbing, Chen Shutong, Szeto Mei-tong [Meitang Situ], Li Xijiu , Huang Yanpei, Cai Tingkai, Xi Zhongxun, Peng Zemin, Zhang Zhizhong, Fu Zuoyi, Li Zhuchen, Li Zhangda, Zhang Nanxian, Liu Yazi, Zhang Dongsun, e Yun Long como membros do conselho para formar o Conselho do Governo Popular Central, proclamou a fundação da República Popular da China e escolheu Beijing como a capital da República Popular da China.

O Conselho do Governo Popular Central da República Popular da China tomou posse hoje na capital e por unanimidade tomou as seguintes decisões:
·         Proclamar o estabelecimento do Governo Popular Central da República Popular da China;
·         Adotar o Programa Comum da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês como a política de governo;
·         Eleger Lin Boqu entre os membros do conselho como secretário-geral do Conselho do Governo Popular Central;
·         Apontar Zhou Enlai como presidente do Conselho Administrativo Governamental do Governo Popular Central e ministro simultaneamente ministro das Relações Exteriores, Mao Tsé-tung como presidente da Comissão Militar Revolucionária Popular do Governo Popular Central, Zhu De como comandante-em-chefe do Exército Popular de Libertação; Shen Junru como presidente da Corte Popular Suprema do Governo Popular Central, e Ronghuan Luo como procurador geral da Suprema Procuradoria Popular do Governo Popular Central; e encarregá-los da tarefa da rápida formação dos vários órgãos do governo para a realização do trabalho governamental.

Ao mesmo tempo, o Conselho do Governo Popular Central decidiu declarar aos governos de todos os outros países que este governo é o único governo legal que representa todo o povo da República Popular da China.

Este governo está disposto a estabelecer relações diplomáticas com qualquer governo estrangeiro que esteja disposto a observar os princípios de igualdade, benefício mútuo e respeito mútuo à integridade territorial e à soberania.


Mao Zedong
Presidente

Governo Popular Central

A República Popular da China

domingo, 13 de setembro de 2015

Discurso do Presidente Xi Jinping na comemoração dos 70 anos da vitória na Guerra de Resistência do Povo chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial

Traduzido por Diego A. Gregório

Compatriotas de todo o país.

Excelentíssimos senhores chefes de estado e de governo.

Representantes da ONU e outras organizações internacionais.

Distintos enviados.

Todos os oficiais e soldados participantes na parada militar.

Senhoras e senhores, companheiros e amigos:

Hoje é uma data sempre comemorada por todos os povos do mundo. Em um dia como hoje há 70 anos, depois de 14 anos de lutas extraordinariamente duras e difíceis, o povo chinês conquistou a grande vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa, declarando a vitória total na Guerra Antifascista Mundial, o sol da paz voltou a iluminar todos os rincões da terra.

Em nome do Comitê Central do Partido Comunista da China, da Assembleia Popular Nacional, do Conselho de Estado, do Comitê Nacional da Conferencia Consultiva Política do Povo Chinês e da Comissão Militar Central, quero expressar aqui nossa grande consideração a todos os veteranos combatentes, companheiros, personalidades patrióticas e chefes militares de todo o país participantes na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa, assim como a todas as filhas e filhos da nação chinesa dentro e fora do país que deram importantes contribuições a vitória nessa guerra, manifesto também nosso sincero agradecimento aos Governos e amigos estrangeiros que nos deram apoio e ajuda ao povo chinês em sua resistência contra a agressão e nossas calorosas boas-vindas a todos os enviados e amigos das forças armas dos distintos países por acompanharmos nessa comemoração.

Senhoras e senhores, companheiros e amigos:

A Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e a Guerra Antifascista Mundial foram um grande duelo entre a justiça e o mal, a luz e as trevas assim como o progresso e a reação. Nessa contenda tão lúgubre como heroica, a Guerra de Resistência do povo Chinês contra a Agressão Japonesa foi a que teve o começo mais cedo e a duração mais longa. Frente aos agressores, as filhas e filhos da nação chinesa, lutando a sangue e fogo com coragem indomável, derrotaram definitivamente os agressores militaristas japoneses, salvaguardando os frutos de mais de 5000 anos de desenvolvimento da civilização chinesa, a causa da paz da humanidade, forjando uma glória nas histórias bélicas e uma proeza da nação chinesa.

A vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa constitui a primeira vitória completa que a China conquistou em suas lutas contra as agressões estrangeiras na era moderna. Esta grande vitória derrotou em definitivo o complô do militarismo japonês de colonizar e escravizar a China, levando a humilhação nacional de sofrer fracasso após fracasso nos combates contra os agressores estrangeiros desde os tempos modernos. Essa grande vitória reestabeleceu o status da China como grande país na política internacional, permitindo ao povo Chinês conquistar o respeito dos povos amantes da paz de todo o mundo. Esta transcendental vitória abriu as brilhantes perspectivas para a grande revitalização da nação chinesa, empreendendo a nova marcha da China milenar, como a fênix que renasce das chamas depois do nirvana.

Diante dessa contenda, o povo chinês despontou como a principal frente no Oriente na Guerra Antifascista Mundial mediante grandes sacrifícios nacionais, fazendo contribuições transcendentais a vitória da Guerra Antifascista Mundial. O povo chinês também contou com o amplo apoio da comunidade internacional em sua Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa e guardará para sempre em sua memória as contribuições dos povos do mundo na luta da vitória na Guerra de Resistência Chinesa contra a Agressão Japonesa.

Senhoras e senhores, companheiros e amigos.

Os que viveram a guerra conhecem melhor o quão precioso é a paz. Nossa comemoração dos 70 anos da Vitoria na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial tem por objetivo gravar na mente a história, honrar a memória dos mártires, valorizar a paz e criar o futuro.

Essa conflagração se estendeu pela Ásia, Europa, África e Oceania, causando mais de 100 milhões de mortos e feridos entre militares e civis, incluindo mais de 35 milhões de Chineses e mais de 27 milhões mortos da União Soviética. Não permitindo que se repita a tragédia histórica constitui a melhor comemoração dos heróis caídos naqueles anos em defesa da liberdade, da justiça e da humanidade e dos inocentes que morreram vítimas das matanças cruéis.

A guerra é um espelho que nos permite apreciar melhor a paz. Hoje em dia, a paz e o desenvolvimento se converteram no tema da nossa época. No entanto, o mundo segue sendo muito inseguro, com a espada de Dâmocles da guerra sobre a cabeça da humanidade. Devemos tirar lições da história e proteger nossa determinação em salvaguardar a paz.

No caminho da paz, devemos consolidar a consciência sobre a comunidade de destino da humanidade. O preconceito, a descriminação, o ódio e a guerra só levam desastres e angustias. O respeito mútuo, o trato em pé de igualdade, o desenvolvimento pacífico e a prosperidade comum constituem a lei do mundo. Os países devem salvaguardar juntos a ordem o sistema internacional que tem como núcleo os propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e construir ativamente as relações internacionais de novo tipo enfocadas na cooperação e no ganhar, visando a impulsionar em conjunto a sublime causa da paz e do desenvolvimento mundial.

No caminho da paz, a China seguirá consequentemente o caminho do desenvolvimento pacífico. A nação chinesa sempre foi amante da paz. Seja qual for sua fase de desenvolvimento, a China nunca pretenderá a hegemonia ou buscará a expansão, nunca imporá sua trágica experiência aos outros povos. O povo chinês sempre manterá seu trato amistoso com todos os povos do mundo, defenderá com firmeza os frutos da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e na Guerra Antifascista Mundial, ao mesmo tempo que se esforçará para fazer novas e maiores contribuições a humanidade.

O Exército Popular de Libertação da China é um exército formado por filhos do povo. Os oficiais e soldados de todo o exército devem recordar sempre o propósito fundamental de servir ao povo de todo o coração, cumprir fielmente o dever sagrado de salvaguardar a segurança da pátria e a vida pacifica do povo e desempenhar com lealdade a sagrada missão de preservar a paz mundial. Declaro que a China procederá um desarme de 300 mil efetivos.

Senhoras e senhores, companheiros e amigos.

Depois de dar o primeiro passo com o pé direito, devemos assegurarmos de que a causa colha frutos. O realizar da grande revitalização da nação chinesa exige esforços de geração em geração. A nação chinesa, construtora de uma esplêndida civilização de mais de 5000 anos de história, poderá também criar, sem dúvida alguma, um amanhã mais promissor.

No caminho do avanço, os povos de todas as etnias do país há de ater-se, sob a liderança do Partido Comunista da China, a orientação do marxismo-leninismo, o pensamento Mao Zedong, a teoria Deng Xiaoping, o importante pensamento da tripla representatividade e a concepção científica do desenvolvimento, seguir o caminho do socialismo com peculiaridades chinesas a luz da disposição estratégica das quatro integridades, dando maior esplendor ao grande espírito patriótico e de resistência do povo chinês contra a agressão japonesa, para seguir avançando com bravura, unidos como um só homem e desafiando a tempestade, até nossos objetivos estabelecidos.

Deixemo-nos gravar juntos na mente a grande verdade ilustrada pela história:

Triunfará a justiça!

Triunfará a paz!

Triunfará o povo!

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

China e Venezuela fortalecem aliança estratégica

Publicado por ‘’ Correo del Orinocco’’
Traduzido por I. G. D.

O presidente da República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro, realizou nesta terça-feira (1 de setembro), uma reunião de alto nível com seu homólogo chinês, Xi Jinping, no Grande Palácio do Povo, para fortalecer a aliança estratégica no contexto da visita ao líder sul-americano pelo gigante asiático.

Ambos chefes de Estado almejam consolidar a aliança estratégica entre os dois países, baseada em confiança mútua, entendimento, e na busca de um mundo multipolar e de maior equilíbrio.

Segundo anunciou o ministério do Poder Popular para a Informação e para a Comunicação da Venezuela, a reunião bilateral se orientou também em ampliar os esforços para consolidar a cooperação entre as duas nações, que abrirão neste ano, as comportas do desenvolvimento produtivo do país sul-americano.

Este encontro foi precedido pela reunião do último 6 de agosto em Caracas (capital venezuelana), que foram destacados os avanços da Comissão Mista Venezuela-China, da qual inclui empresas dispostas a trabalhar em território venezuelano.

Relações econômicas
Em sua chegada em Pequim (capital da RP da China), N. Maduro assegurou que a sua visita tem como objetivo ‘’ conversar sobre novas fórmulas de financiamento para o desenvolvimento, que vão aperfeiçoando as que já havíamos criado, em fundo pesado, o fundo de financiamento conjunto’’.

Outro dos objetivos da visita é aperfeiçoar os mecanismos de complementaridade entre os dois países e ‘’ garantir os recursos que a Venezuela necessita para seu desenvolvimento, em meio a complexidades: a guerra econômica brutal que estamos enfrentando junto ao povo, a queda do preço do petróleo’’.

Maduro assistirá os atos comemorativos do 70º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e o fim da Segunda Grande Guerra Mundial; além da celebração da XIV Comissão Mista de Alto Nível Venezuela-China.

‘’ É o 70º Aniversário do início dessa era tão complexa, mas que no final vimos levantar todos os povos do mundo, os países, entre eles, a grande potência China’’, destacou o chefe de Estado.

N. Maduro visitou o Vietnã na segunda-feira, onde assinou com seu homólogo Truong Tan Sang um acordo de cooperação na área agrícola e impulsou novos projetos em matéria de gás natural e petróleo.