sexta-feira, 15 de abril de 2016

VÍDEO: Por que há uma revolução armada acontecendo nas Filipinas?

Pequeno vídeo que explica didaticamente as razões do processo revolucionário levado a cabo pelo povo filipino sob direção do Partido Comunista das Filipinas.

Legendado pela União Reconstrução Comunista.




Bandeira da National Democratic Front of Philippines (Frente Nacional Democrática das Filipinas)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O Novo Exército Popular em Mindanao tem Sustentado o Avanço da Guerra Popular

(Mensagem da Frente Nacional Democrática das Filipinas em relação ao 47º aniversário da fundação do Novo Exército Popular (New People’s Army – N.P.A.)

Pelo porta-voz da Frente Nacional Democrática das Filipinas em Mindanao, Ka Oris.


29 de Março de 2016

Traduzido por I.G.D.

A Frente Nacional Democrática – Mindanao junta-se com o resto do povo filipino para proferir sua maior saudação e dar os parabéns para todos os combatentes vermelhos e comandantes do Novo Exército Popular (New People’s Army – N.P.A.) no seu 47º aniversário de fundação, que ocorreu a 29 de março de 1969. Nós também saudamos todos os mártires revolucionários que sacrificaram suas vidas pelo interesse em avançar na luta armada pela libertação nacional e por uma genuína democracia.
É justo que nós demos tamanha importância para este próspero dia porque o Novo Exército Popular (N.E.P.), uma das principais armas da revolução popular democrática, continua levando a cabo suas tarefas mais importantes e tem colhido vitórias significantes. Este exército cresceu em tamanho e força e tem frustrado o mal-intencionado regime de E.U.A. - Aquino III, este que quer destruir o verdadeiro exército popular e todo o movimento revolucionário antes do término de seu mandato.
Partindo de quase nada, o Novo Exército Popular foi fundado em Luzon Central no ano de 1969 e espalhou-se por todo o país. Em Mindanao, a primeira unidade do N.E.P. foi formada em 1972 nas regiões fronteiriças de Misamis Oriental e Agusan del Norte. A partir de 1972, as forças do N.E.P. em Mindanao se estendem e continuam a crescer tanto em tamanho como em força, diante dos ataques brutais do Oplan (Plano de Operação) “Nip-in-the-bud” do Ditador Marcos, o Oplan “Lambat Bitag” de Cory Aquino e de Ramos, o Oplan “Mamamayan” de Estrada, e o Oplan “Bantay Laya” de Arroyo. Atualmente, o Oplan “Bayanihan” do regime de E.U.A. - Aquino III encontra-se com a falência definitiva e com uma grande derrota. Ele é derrotado porque fracassou totalmente em esmagar uma pequena e fraca força guerrilheira, que se mantém firme e cresce ficando ainda mais forte, apesar da enormidade do tamanho e do poderio das forças armadas regulares do Estado reacionário.
Suas vitórias revolucionárias têm se concretizado por meio da implementação de suas tarefas em levar adiante a luta armada, a construção de bases, em lançar a revolução agrária, em avançar nas lutas antifascista e anti-imperialista, e em conduzir cursos de estudos de caráter político e ideológico, incluindo o trabalho cultural.
Mesmo com as brutais investidas da Operação “Bayanihan” do regime fantoche de Benigno Aquino III contra as forças revolucionárias em Mindanao, as frentes guerrilheiras na ilha, do começo do regime em 2010 até meados deste ano, aumentaram em 46, estas que cobrem cinco regiões do Novo Exército Popular em Mindanao. Muitas destas frentes têm porte de verdadeiras companhias, e nenhuma sequer foi dizimada.
A construção de frentes guerrilheiras atingiu o sucesso devido aos seus esforços determinados em estabelecer e ampliar bases que servem como áreas de manobras do N.E.P. Em todos os seis anos sob o regime títere de Aquino III, o número de bairros onde o N.E.P. opera aumentaram de 1,850 para mais de 2,500 no presente momento, cobrindo mais de 200 municípios em 20 províncias em toda a ilha de Mindanao. A população influenciada pela revolução aumentou em vários milhões, sendo que 200,000 estão organizadas diretamente, enquanto dezenas de milhares são cobertos pelos governos populares revolucionários em numerosas comunidades e barangays e algumas a nível municipal.
Geralmente, em Mindanao, o Novo Exército Popular tem aumentado suas forças. Desde o início do regime fantoche de Aquino III, cresceram em mais de uma centena as formações de unidades de pelotão. Nenhum desses pelotões foi destruído em batalha pelo inimigo. O N.E.P. tem sido capaz de sustentar inúmeros recrutas devido a sua amplitude e profundidade das zonas e bases guerrilheiras.
As unidades das Milícias Populares em bairros e comunidades, que são forças de reserva direta das unidades do N.E.P. em tempo integral, têm crescido aos milhares em Mindanao. Várias entre elas participam diretamente em ações militares. Elas também têm sido mobilizadas nos trabalhos de inteligência, transporte de suprimentos, e outros apoios militares para as unidades em tempo integral do Novo Exército Popular.
As unidades guerrilheiras em esquadrões, pelotões e companhias, juntas com milhares de Milícias Populares, lançaram ofensivas táticas (O.T.) mais intensificadas contra as unidades inimigas regulares e paramilitares carniceiras das Forças Armadas das Filipinas (F.A.F.). Em 2010, o N.E.P. foi capaz de lançar apenas 250 ofensivas táticas em toda a ilha. Nos cinco anos posteriores, estas foram se intensificando e tornando-se cada vez mais frequentes, e em 2015, mais de 500 O.T. foram levadas a cabo pelo N.E.P. em Mindanao. Já no ano de 2016, nos últimos dois meses, o N.E.P. em Mindanao lançou mais de 100 ofensivas táticas, sendo que a maioria destas foram direcionadas contra os destacamentos e tropas regulares das F.A.F.
Nós temos combinado ações militares aniquiladoras e de exaustão, através das quais, se nós aumentamos o número de vítimas das tropas das Forças Armadas das Filipinas, da Polícia Nacional das Filipinas e dos grupos paramilitares, nós temos dizimado um batalhão por ano nos últimos seis anos. Por meios dessas ofensivas táticas, nós confiscamos milhares de armas de fogo de diversos calibres. Estas armas, incluindo aquelas que foram dadas por aliados e aquelas que nós compramos de diferentes fontes, servem como armamento adicional em nosso esforço para a construção de mais pelotões e companhias espalhadas por todas as cinco regiões de Mindanao.
É também tarefa do N.E.P. lançar ações militares a fim de impor medidas punitivas contra atividades de mineração em larga escala e plantations que são propriedades de corporações multinacionais (e.g. SRMI, PGMC, Dole, Del Monte e SumiFru) que tomaram terras ancestrais dos Lumad, monopolizaram terras e privaram o campesinato da oportunidade de uma reforma agrária. Estas corporações também têm explorado tremendamente os operários, e de maneira desenfreada, saqueiam os recursos naturais e danificam o meio ambiente.
A tarefa de defender os interesses do povo filipino e aquela de lançar ofensivas táticas para gradualmente enfraquecer e destruir o exército reacionário das classes dominantes tem apenas resultado em sucessos devido a força e ao amplo apoio do povo.
O apoio das massas para o N.E.P. tem se tornado ainda mais forte, já que uma de suas tarefas centrais é levar a cabo uma genuína reforma agrária nas áreas rurais. Vitórias em termos de reforma agrária, beneficiando centenas de milhares de camponeses e operários agrícolas no campo de Mindanao, tem sido conquistadas nas áreas rurais em variados níveis e coberturas em todas as regiões. As lutas foram pela redução da renda da terra e implementos agrícolas, redução da usura, aumento dos salários, e aumento do preço dos produtos agrícolas dos camponeses. Foram também lançados serviços médicos e campanhas culturais.
Essas vitórias derivam da perseverança do Novo Exército Popular nos trabalhos de elevação da consciência política de seus combatentes vermelhos e comandantes. As unidades do N.E.P. possuem educação política regular básica que são delineadas pelo curso PADEPA, que inclui, entre outros, o Curso Básico sobre a Sociedade e Revolução Filipinas, Cursos Especiais de Massas, e As Regras Básicas do Novo Exército Popular, etc. Essa consciência política elevada determina o serviço voluntário do N.E.P. para as vastas massas populares e uma firme adesão a uma disciplina férrea entre seus membros. Isso diferencia o N.E.P. das forças mercenárias da Polícia Nacional, dos grupos paramilitares e das Forças Armadas das Filipinas, cujo serviço é adquirido porque estes últimos são pagos para reprimir o povo e proteger os interesses insaciáveis da grande burguesia compradora, dos latifundiários e dos imperialistas.
A liderança absoluta do Partido Comunista assegura que o exército popular permaneça firme na linha política correta da Revolução Democrática Popular e seja capaz de aderir a uma forte disciplina no seu serviço ilimitado de defesa dos interesses do povo. A fim de executar isso, a partir das unidades do N.E.P. em todo o país, incluindo Mindanao, partes do partido dentro das companhias e dos pelotões guiam as tarefas políticas e militares da unidade e engajam-se no trabalho de massas e nos trabalhos políticos e de aliança dentro das fileiras do exército reacionário. E acima de tudo, temos também colocado firmemente a base política dos membros do Partido dentro das unidades do exército através da implementação de estudos em forma de cursos do Partido, como o Curso Básico do Partido, o Curso Intermediário e o Curso Avançado.
O avanço contínuo da guerra popular em Mindanao e a resistência armada em andamento de grupos entre o povo Moro continuam a ser um espinheiro, uma dissuasão contra os interesses econômicos exploradores das classes dominantes da ilha. Desse modo, nesta última fase do regime do títere Benigno Aquino III, seu Plano de Operação “Bayanihan” (O.P.B.) de campanhas de repressão militar tornaram-se ainda mais brutais e virulentas, em uma tentativa desesperada de realizar seu sonho de esmagar o movimento revolucionário em Mindanao e garantir a proteção dos interesses das classes dominantes locais e de seus chefes imperialistas.
Atualmente, dos 113 batalhões das Forças Armadas das Filipinas em todo o país, 68 estão implantados em Mindanao. Destes, 34 batalhões estão implantados para focar suas ações contra o N.E.P., enquanto que os outros 34 estão nas regiões dos Moro. Campanhas brutais e operações militares tem sido lançadas quase simultaneamente contra as forças revolucionárias dirigidas pelo Partido, o N.E.P. e a Frente Nacional Democrática e, ao mesmo tempo, contra os grupos armados dos Moro que continuam na luta armada.
O foco particular das campanhas e das operações militares da O.P.B. é em Mindanao Oriental, que abrange regiões do N.E.P em Mindanao do Sul, onde de 12 a 13 dos batalhões das F.A.F. estão instalados, e no Nordeste de Mindanao, onde existem oito destes batalhões. Enquanto se concentram nestas duas regiões do N.E.P., eles também têm lançado quase simultaneamente operações de “contenção” nas regiões Centro Norte, Ocidental e Extremo Sul de Mindanao.
A concentração de um grande número das tropas das F.A.F. no Sul e no Nordeste de Mindanao, que são 21 batalhões no total e todos estão operando com indescritível selvageria contra o povo e contra as forças revolucionárias, tem infligido um incomensurável sofrimento sobre as massas populares, especialmente os camponeses, os Lumad e outros setores desprivilegiados da sociedade. Tem sido o procedimento padrão destas operações preparar massacres com impunidade, assassinatos, incêndios de escolas e casas, bombardeamentos indiscriminados, bombardeios com helicópteros e aviões, evacuações forçadas e outras desprezíveis formas de brutalidade.
As tropas carniceiras e mercenárias das F.A.F., junto com suas forças paramilitares, cometeram estas atrocidades não apenas para destruir as forças revolucionárias, mas, acima de tudo, para proteger os investimentos dos imperialistas e das classes dominantes locais, como as minerações em larga escala, plantations, projetos de energia e outros que causam impactos negativos ao meio ambiente e pisoteiam os interesses dos Lumad, Moro, camponeses e operários.
Em paralelo com este fascismo descarado, eles também têm lançado campanhas de guerras psicológicas, como as conhecidas “Caravanas da Paz”, onde desfilam como “desistentes”. Estas têm sido usadas para enganar abertamente o povo, fazendo estes acreditarem que as suas medidas terroristas conseguiram privar o N.E.P. de sua base de massas. Eles pregam a mentira de que a revolução está enfraquecida que o próximo passo seria declarar o conflito como “administrável e pronto para o desenvolvimento" nas regiões onde foram atacadas, como Davao Oriental, Compostela Valley, Agusan del Sur, Surigao del Sur e outras áreas. Isto irá preparar o caminho para a implementação de valores bilionários em projetos PAMANA, que, claramente, é apenas uma fonte de corrupção tanto para Malacañang como para a OPAPP.
O regime de alguma maneira sonha que com a concentração de suas forças em algumas poucas regiões do país, particularmente em Mindanao Oriental, será vitorioso em esmagar a revolução em tais áreas. Mas isto é um erro porque enquanto eles focam nas regiões Sul e Nordeste de Mindanao, dão oportunidade para as regiões Centro Norte, Extremo Sul e Ocidental da ilha para que façamos o trabalho de expansão e consolidação, e em esforço global, a fim de avançar com a revolução nestes territórios. E enquanto o inimigo concentra 60% das tropas das F.A.F. em Mindanao, este abre espaço para regiões em Luzon e em Visayas para que possamos avançar significativamente na luta armada.
Seja qual for o revés que se abate sobre o N.E.P. é apenas temporário, apenas passageiro. O que importa é que o desenvolvimento da revolução armada continua avançando, no geral, como a Revolução Popular Democrática. O N.E.P. é invencível porque é o exército das massas populares.
E assim como a realidade tem mostrado, as unidades do N.E.P. vêm lançando heroicos e corajosos contra-ataques por meio de ofensivas táticas a fim de preservar a si mesmo, defender os interesses do povo e consolidar as vitórias da revolução, e causar mais baixas sobre as tropas fascistas das Forças Armadas das Filipinas e dos grupos paramilitares. Ademais, o povo de Mindanao bravamente tem resistido de maneira ousada, desmascarando as forças da Polícia Nacional, das F.A.F. e dos grupos paramilitares, e militantemente protestam contra as violações de direitos humanos em todo o país. Estas violações têm sido amplamente expostas e contrariadas após o massacre de 1 de setembro de 2015 em Han-ayan, Lianga, Surigao del Sur. O regime reacionário tem sido criticado com forte condenação por vários setores da sociedade, incluindo as igrejas católicas e protestantes.
Desse modo, no 47º aniversário de fundação do Novo Exército Popular, nós devemos nos manter firmes em nossas vitórias e olhar adiante para o futuro brilhante da revolução. Os interesses do povo residem em cima de nós. Juntos, com eles ao nosso lado, a última etapa brutal da O.P.B. do regime E.U.A.-Aquino III certamente irá falhar e será derrotada. E é certo que nós também podemos derrotar o plano de campanha contrarrevolucionário do próximo regime que substituirá a administração reacionária de Benigno Aquino III. Nós estamos confiantes de que o avanço da revolução popular democrática será sustentado porque nós nos mantemos firmes e lutamos pelas aspirações das massas pela verdadeira libertação, pela democracia e paz justas.

Vida longa ao Novo Exército Popular!
Vida longa ao Partido Comunista das Filipinas!
Vida Longa à frente unida e ao povo filipino!

sábado, 26 de março de 2016

“Naxalbari Zindabad!” quer dizer “A Rebelião se Justifica!”

Publicado pelo blog Revolución en la India



Traduzido por I.G.D



Há 40 anos, a rebelião armada dos camponeses de Naxalbari, uma aldeia no estado de Bengala Ocidental, foi a causa de uma conflagração revolucionária na Índia. Os grilhões seculares da opressão e exploração foram atacados. Os revisionistas apelaram a continuar vivendo obedientemente como escravos, mas foram ignorados com desdém. Os camponeses pobres e pisoteados se atreveram a tomar o poder político e a expropriar os frutos de seu trabalho das mãos dos odiosos latifundiários.
Naxalbari fez sacudir o país inteiro. A fúria reprimida dos mais pobres da sociedade, dos adivasis e dos dalits (tribos e “intocáveis” da sociedade de castas), além de outros camponeses pobres e sem-terra, estalou em forma de bravas tormentas de fúria revolucionária em inúmeros lugares em todo o país. As rajadas de vento de Naxalbari arrancaram décadas de fedor revisionista e incitaram a rebelião, a centenas de quadros, presos em partidos como o P.C.I. e o P.C.M [1]. Em Calcutá e em um número de pequenos centros industriais, grandes grupos de trabalhadores e de gente pobre urbana, romperam com os chefes sindicais. Um grande número se lançou para a batalha, lutando na vanguarda da revolução agrária armada como proletários com consciência de classe. Muitos setores sociais, como profissionais, acadêmicos e outros, se uniram ao festival revolucionário das massas. Naxalbari contagiou toda uma geração de jovens e estudantes, e canalizou a força revolucionária de milhares destes jovens, apreendidos dos ideais comunistas de servir ao povo e de se sacrificar pela causa da revolução.
Apesar de longos períodos de dominação revisionista anteriores a Naxalbari, o movimento comunista na Índia também teve uma inspiradora história de luta revolucionária. Foram notáveis os cinco anos de luta armada de Telengana a fins dos anos 40, da qual conseguiu estabelecer o poder vermelho em centenas de aldeias durante seu apogeu, mas esta logo traiu a direção do P.C.I. Grupos de revolucionários tomaram partido com Mao Tsetung na luta contra o revisionismo soviético. Mas Naxalbari representou um salto. Isto foi porque se tomou a consciência do pensamento Mao Tsetung como uma nova etapa qualitativa do marxismo-leninismo, e sua aplicação as condições da Índia, para iniciar a luta armada revolucionária das massas. Este é o elemento chave e distintivo que lançou Naxalbari a esta etapa. Dirigido por Charu Mazumdar, um grupo de quadros revolucionários na organização do P.C.M. do distrito de Darjeeling, lutou conscientemente pelo aprofundamento da luta contra o revisionismo e o centrismo. Tirando valiosas lições da luta ideológica guiada por Mao Tsetung contra o revisionismo kruschevista, e outras lições da Grande Revolução Cultural Proletária da China, Charu Mazumdar conseguiu romper radicalmente com o revisionismo (incluindo o reconhecimento da então existente União Soviética sob a direção revisionista como um inimigo), e lançou a revolução agrária armada até a tomada do poder político, pouco a pouco, por meio do caminho da Guerra Popular Prolongada. Naxalbari foi uma parte da revolução proletária mundial: aproveitou a luta revolucionária em outros países na região, e recebeu o apoio entusiasta do Partido Comunista da China e do proletariado revolucionário de todo o mundo.
Naxalbari elevou o processo de ruptura com os revisionistas e de forjar uma autêntica vanguarda comunista a uma nova e superior etapa. Em 1969, foi dado um passo audacioso: se formou o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), sob a direção de Charu Mazumdar. O congresso de fundação do P.C.I. (M.L.) que foi realizado em 1970 em meio do avanço da luta armada, adotou um programa que caracterizou a sociedade indiana como semifeudal e semicolonial e identificou os alvos da revolução, como o feudalismo, o capitalismo burocrático-comprador, e o imperialismo e o social-imperialismo (este último representado pelo antigo bloco soviético). O congresso fixou as tarefas na etapa de uma revolução de Nova Democracia e o caminho da Guerra Popular prolongada.
A revolução não é uma festa, mas sim, como colocou Mao Tsé-tung, é um ato de violência do qual uma classe derroca a outra. A nova vanguarda teve que se forjar em meio a intensa turbulência revolucionária que estava se desenvolvendo em extensas zonas da Índia. Teve que combater constantemente o pensamento e o estilo de trabalho revisionistas profundamente enraizados; teve que remodelar e treinar milhares de jovens como lutadores e líderes proletários; teve que sintetizar a rica experiência ganhada a custo de sangue, para desenvolver a linha e elevar o nível do trabalho partidário. E teve que fazer tudo isso enquanto concretizava audaciosos avanços na luta armada e enquanto combatia a repressão assassina do inimigo. A perde de um número de quadros experientes no início do novo partido, evidentemente tencionou sua capacidade de empreender essas tarefas. Algumas dificuldades sérias, produto de retrocessos, se complicaram com um vento direitista, no qual tratava de revogar a orientação correta do partido, transitando com debilidades reais de sua linha e de sua prática.
Tem-se falado muito acerca do chamado “sectarismo” e “aventureirismo” de Charu Mazumdar, no qual supostamente “isolou” o partido das massas e causou retrocessos. Sim, elementos unilaterais, espontâneos e subjetivistas que foram contra a posição, ponto de vista e métodos de essência marxista-leninista-maoísta de Charu Mazumdar, eram evidentes em suas obras. Mas o que mais se destaca, quando lemos hoje sua obra, é a resoluta claridade de sua crítica ao revisionismo, sua penetrante compreensão da questão chave de tomar o poder, sua profunda confiança nas massas, e seu robusto otimismo revolucionário. Longe do isolamento, sua liderança enraizou profundamente o partido entre as massas, e criou uma vasta reserva de apoio, da qual seguem usando hoje os autênticos revolucionários. Seu nome segue obcecando as classes dominantes, e inspirando aos revolucionários.
Depois do governo ter assassinado covardemente, com a ajuda dos revisionistas do P.C.I./P.C.M., a Charu Mazumdar em 1972, o P.C.I. (M.L.) não seguiu como um partido unido. Desde então, tem havido muita luta para fazer um balanço das experiências e das tentativas de se unificar. Em 1976, o golpe de Estado dos seguidores do caminho capitalista da China causou novas divisões, fortaleceu tremendamente as tendências direitistas no P.C.I. (M.L.), e gerou mais complexidades. Mas esta situação também criou novas e importantes obrigações e oportunidades para aprofundar a compreensão da ideologia, coisa que, por sua vez, deu um novo impulso à luta para fazer um balanço correto e alcançar uma unidade sobre bases corretas. Infelizmente, estas oportunidades foram desperdiçadas ou acabaram desviando-se nos casos onde apenas se aproveitavam. As autênticas forças revolucionárias levam anos elevando sua compreensão sobre o significado da luta internacionalista para defender o desenvolvimento qualitativo do marxismo-leninismo por Mao Tsetung a um nível novo, e para lutar contra os ataques revisionistas contra este, por parte dos usurpadores capitalistas da China dirigidos no começo por Hua Guo-feng e Deng Xiaoping, assim como pelos hoxhaistas. Esta questão, que ainda afeta diretamente as possibilidades de unir as forças maoísta revolucionárias em um único centro, permanece sem ser resolvida por completo. 
Durante todo esse período, as forças revolucionárias que foram parte do P.C.I. (M.L.) unido, assim como outras, tem continuado com heroísmo mantendo alto a bandeira vermelha de Naxalbari. Em Andhra, Bihar e Dandakaranya [2], lutas revolucionárias armadas tem feito avanços significativos, ganhando um amplo apoio das massas e acumulando importantes experiências.
Durante os últimos 30 anos, as condições que tornaram possível e necessária a rebelião agrária armada de Naxalbari, vem amadurando-se ainda mais. A agressiva penetração imperialista em todos os setores da economia, juntamente com a exploração e a opressão por parte das classes dominantes, está causando uma intensificação generalizada da miséria das massas. E, mais importante, esta situação está convocando a resistência e a luta, incluindo a luta armada, em diversas regiões e setores da sociedade. As divisões entre as classes dominantes têm aumentado.
Os revolucionários proletários de todo o mundo não podem dar-se ao luxo de mostrar a mínima indiferença aos avanços e as dificuldades de nossos camaradas da Índia. Hoje na Índia se desenvolve um processo revolucionário que todos os autênticos comunistas e revolucionários do mundo têm o dever de apoiar e aprender com ele. Nos diversos idiomas da Índia, “Naxalbari Zindabad! ” quer dizer “Viva Naxalbari! ”. Mas, para os oprimidos da Índia e do resto do mundo, esta palavra de ordem também quer dizer “A rebelião se justifica”.


Notas:

[1] O Partido Comunista da Índia (P.C.I.) é o partido revisionista pró soviético da Índia. O Partido Comunista da Índia (Marxista) (P.C.M.) surgiu de uma cisão centrista do P.C.I. em 1963, no qual criticou este último e a Kruschev pelo revisionismo, ainda que nunca adotou um programa revolucionário genuíno.
[2] Uma vasta região arborizada que abarca partes de quatro estados da Índia Central.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Igualdade de Direitos

Do Naenara

Traduzido por I.G.D.



Quando a Coreia estava ocupada militarmente pelo imperialismo japonês (1905-1945), a posição social das mulheres era muito deplorável. Muitas delas não sabiam seu próprio nome nem seu dia de nascimento, e quase a totalidade destas não conheciam o 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.
Só depois da libertação nacional (15 de agosto de 1945) que elas puderam desfrutar de um autêntico direito à vida.
O Presidente Kim Il Sung, imediatamente após conquistar a causa da fundação do Partido na pátria libertada, organizou a União de Mulheres Democratas da Coreia. Denominou como “Mulher Coreana” a primeira revista para as mulheres da nova Coreia, cujo o primeiro número ele até escreveu uma mensagem de felicitação.
As mulheres coreanas que antes estavam sendo oprimidas por pesados entraves feudais, se levantaram na luta pela construção da nova sociedade.
Segundo dados, os jornais daquele tempo publicaram, em um ano, mais de cem artigos sobre a luta das mulheres, que demonstravam a mudança transcendental na posição social das mulheres coreanas que haviam sido marginalizadas na história.
No mês de março do ano seguinte da libertação, elas celebraram com dignidade, pela primeira vez na história, o 36º aniversário do Dia Internacional da Mulher.
Alguns meses depois, em 30 de julho, se proclamou a lei de igualdade de direitos do homem e da mulher, que foi uma verdadeira virada histórica no destino das mulheres.
O Presidente, com a célebre frase “uma roda da carruagem da revolução”, expressou de forma concisa a posição e o papel das mulheres coreanas que constituem a metade da população 
Ele era verdadeiramente o salvador e o benfeitor ímpar que lhes ofereceu a dignidade e a felicidade.
Aqui está uma história impressionante. 
No distrito de Phyonggang, província de Kwangwon, vivia um casal de caçadores que antes da libertação haviam servido um latifundiário.
Depois do país ter sido libertado, o Presidente Kim Il Sung se reuniu com eles, escutou a mulher de nome Ri Su Dok falando sobre sua trágica vida passada, e disse a ela que se as mulheres se levantarem com forças unidas na edificação da nova pátria, seriam capazes de fazer coisas grandes e que elas constituíam um firme alicerce na construção desta, da mesma maneira que os homens. E lhes entregou um certificado de reconhecimento em seu nome, uma espingarda e uma câmera.
Ri Su Dok, tendo em conta o amor e a confiança do Presidente nela, a quem não haviam tratado como um ser humano no passado, organizou uma guerrilha durante a Guerra de Libertação da Pátria (junho 1950 a julho de 1953) para travar uma luta de vida ou morte contra os invasores.
O Presidente Kim Il Sung destacou no congresso do Partido a questão de libertar as mulheres das cargas pesadas das tarefas domésticas e quando se reuniu com estas que viviam desencorajadas pelos seus maridos que cometeram delitos contra o país pois foram enganados pelos invasores ianques, lhes retirou o amontoado de carga psicológica e lhes abriu um largo caminho para uma vida feliz.
O Dirigente Kim Jong Il que continuou e desenvolveu compactamente a ideia e as proezas do Presidente Kim Il Sung acumuladas no movimento das mulheres, orientou-as a avançar com firmeza pelo caminho da revolução diante de quaisquer vicissitudes. No 8 de março de 1995, publicou a obra clássica imperecível intitulada “As Mulheres Constituem uma Poderosa Força Impulsora da Revolução e da Construção”.
Quando fazia as inspeções em unidades militares, apreciava as soldados dizendo a elas que eram revolucionárias que defendiam a pátria e que contar com uma numerosa tropa como esta constituía um grande orgulho de nosso Partido e povo.
Em uma entrevista com uma cientista, ele perguntou detalhadamente de sua especialidade e a animou dizendo que ganhara fama nas pesquisas. Quando ela escreveu sobre a notícia de haver alcançado o doutorado, o Dirigente Kim Jong Il respondeu dizendo que era uma notícia alegre e lhe desejou maiores êxitos em suas pesquisas.
Sob a atenção minuciosa do Dirigente Kim Jong Il, uma varredora comum se fez benemérita da época do Songun e as mulheres que pariram e criam muitos filhos são respeitadas como heroínas maternas.
Um dia, em fevereiro de 2010, o Dirigente Kim Jong Il, as vésperas do centenário do Dia Internacional da Mulher, destacou que tal data era para ser comemorada com maior significação.
Com motivo desse dia, o Dirigente Kim Jong Il enviou a todas as mulheres uma mensagem de felicitação, que impressionou todo o povo.
Uma parte da mensagem dizia:
“Considero como grande orgulho as nossas mulheres, que são fieis infinitamente ao Partido e ao Líder, se abnegam para a prosperidade da pátria e possuem nobres traços ideológico-espirituais, e aprecio muito as proezas históricas delas. Aproveitando esta oportunidade, envio a todas as mulheres do país uma felicitação calorosa.
Entre os grandes líderes e as mulheres coreanas existiu uma relação tão íntima quanto a de uma família e tal laço fraternal se mantém, até os dias de hoje, com mais nobreza entre estes e o Marechal Kim Jong Un.
Em 2012, ano em que o falecimento do Dirigente Kim Jong Il deixava uma grande dor no coração de todas as mulheres coreanas, o Marechal fez celebrar um pomposo concerto motivado pelo Dia Internacional das Mulheres, a fim de felicitá-las.
Durante a IV Conferência Nacional de Mães, expressou máxima confiança às participantes, apreciando-as como pessoas magníficas que cumpriam com deveres da época assumidos diante da pátria e da nação com nobre lealdade e patriotismo.
Para a saúde das mulheres, construiu-se a nível máximo na Maternidade de Pyongyang, o instituto de tumores de glândulas mamárias, e ao visitar famílias comuns que se mudaram para novas casas, doou a estas, utensílios de cozinha. Para as operárias da Fábrica Têxtil Kim Jong Suk de Pyongyang, foi construído, como se fosse um palácio, um albergue operário e foi dada uma festa motivada pelo Primeiro de Maio.
Quando se formaram, pela primeira vez no país, as pilotos de aviões de caça, o Marechal Kim Jong Un disse que isso era um grande sucesso de todo o país e que elas eram filhas orgulhosas da pátria e do povo, e que eram também revolucionárias insubstituíveis. E lhes perguntou com carinho sobre sua terra natal e seus pais, e destacou que estes se sentiriam muito felizes ao ouvir a notícia de que suas filhas no serviço militar se formaram como pilotos de aviões de caça, representando todas as mulheres coreanas. Foram tiradas fotografias com elas e inclusive lhes tiraram fotos para não apenas serem enviadas aos seus respectivos pais, mas também para que fossem apresentadas para todo o país.
Sob seu amor e atenção todas as mulheres coreanas entre outras as soldados da companhia de caquis, beneméritas da província de Jagang, cientistas, artistas e atletas, desfrutam de uma vida digna e feliz.
Hoje, elas exercem dignamente o direito a palavra nas assembleias populares de órgãos de poder a toda instância, incluindo a suprema, e desempenham um papel importante na luta pela prosperidade nacional como heroínas, beneméritas da época do Songun, funcionárias, etc.

sábado, 5 de março de 2016

Sobre as Causas da Aparição da Oposição Trotskista e Seu Futuro na China

Informe ante uma reunião de quadros da célula diretamente subordinada ao Comitê Central do PCCh

Outubro de 1929

Por Zhou Enlai

Traduzido por I.G.D.



Como se destaca na circular Nº 44 do Comitê Central (1), embora não devamos exagerar no que se refere a influência política e organizativa que a oposição exerce no Partido, de maneira alguma devemos permanecer indiferentes diante de suas crescentes atividades e manifestações antipartido.
A derrota da Grande Revolução e o surgimento de uma ressaca revolucionária, constituíram a causa principal da aparição desta oposição na China, tanto que os atrasados “companheiros de estrada” pequeno-burgueses que estavam no Partido viriam a compor a base de seu crescimento. Há aqueles que afirmam que a responsabilidade de sua presença na China correspondia aos “estudantes que haviam retornado de Moscou”. Tal argumentação é errônea, pois estes não tem cumprido mais do que um papel catalizador. Agora, vamos destacar as principais causas objetivas de sua aparição.
Primeiro. Nos tempos iniciais depois de sua instauração, o governo de Nanjing se preocupava muito em introduzir na China o ideário da oposição da Rússia a fim de dividir o Partido Comunista. A oposição trotskista é apreciada como um “tesouro” não somente pela burguesia da Europa, mas também pelas classes dominantes da China. Quando a oposição no seio do Partido Comunista da Rússia era teimosa com sua própria linha, a burguesia da Europa lhe prestou suma atenção e pretendeu utilizá-la para dividir o Partido Comunista da Rússia e liquidar sua linha correta. Na China, Hu Han Min (2), Dai Jitao (3) e Zhou Fohai (4) trataram de desmembrar o Partido Comunista fazendo uma propaganda a favor da oposição. As classes dominantes da China acabavam por aproveitarem-se dela como um instrumento no seio do Partido Comunista para aniquilar esta força dirigente da revolução chinesa. Assim, pois, o ambiente político da China tem sido favorável para as atividades da oposição. Esta tem sido a primeira causa objetiva de sua aparição.
Segundo. O fracasso de uma revolução traz inevitavelmente fortes sentimentos de derrotismo e produz, como é lógico, muitas disputas. Isto sucedeu na Rússia após 1905, e na Alemanha a raiz da derrota de sua revolução. E assim ocorreu também na China, uma experiência semelhante após o fracasso da Grande Revolução (5). A partir da Reunião de 7 de agosto, o Partido Comunista da China obteve muitos êxitos na retificação do oportunismo no organizativo, mas não levou até o fim a luta contra este no aspecto teórico e ideológico. Foi com a realização do VI Congresso Nacional quando se obteve certo êxito nesta luta. Apesar disto, as tendências nocivas de todo tipo existentes no Partido e as distintas correntes políticas oriundas da raiz do fracasso da Grande Revolução, especialmente a oportunista, estavam na espreita para entrar em ação. Esta tem sido a segunda causa do surgimento da oposição na China, e também a causa fundamental da confabulação ideológica e organizativa dos oportunistas e dos opositores no seio do Partido.
Terceiro. Até agora, ainda não se pode dizer que a vida interna de nosso Partido está completamente saudável. Ainda que no organizativo temos trabalhado para desenraizar o oportunismo e admitido no Partido um bom número de operários, não se instituíram práticas saudáveis na vida da célula. Daí as frequentes vacilações na vida do Partido. Em algumas células, a linha correta do Partido não tem sido seriamente discutida por todos os membros, e, por conseguinte, sua linha política não se firmou como é devido no plano organizativo. Frequentemente aparecem células que não podem explicar tal ou qual problema de acordo com a linha correta, o que conduz a sua vacilação. Em Shanghai, certas células chave do setor industrial não estão ainda consolidadas, enquanto que outras possuem uma fraca vida política. Como resultado disso, essas células, mostrando-se ativas no caso de sucesso na luta, acabam desmoralizadas e ainda chegam a se desfazer quando sofrem derrotas. Isto evidencia que a linha política do Partido não foi consolidada em todo o plano organizativo. Assim, não somente a oposição, mas também os oportunistas, podem facilmente explorar este fenômeno para levar a cabo seus planos. Esta tem sido a terceira causa objetiva.
Quarto. A raiz do fracasso da Grande Revolução, entre os numerosos elementos que haviam se mostrado vacilantes no período da cooperação com o Kuomintang, uns tem desistido de seus postos de trabalho, outros persistem no localismo, e outros mais se recusam a corrigir seus erros, sem que se haja superado estes fenômenos nocivos no organizativo. Estes elementos provocam disputas sem princípios meramente por insignificantes problemas pessoais, de modo que a oposição tem sido capaz de arrastar consigo tais elementos descontentes com a linha do Partido e ainda se aproveitam de tais disputas para levar adiante suas atividades antipartido. Esta tem sido a quarta causa objetiva.
Embora não se haviam conhecido no passado atividades da oposição, as quatro causas mencionadas tornaram inevitáveis por algum tempo as tais atividades no país. Desde então, o retorno de alguns estudantes do estrangeiro e a ressureição do oportunismo foram causa direta de sua aparição.
Em relação a linha tática da oposição trotskista, podemos advertir os quatro seguintes pontos:
Primeiro, inelutável confabulação com as classes dominantes. Em “Vida Nova” (6), já se publicaram artigos escritos pela oposição. Esta seguirá usando os órgãos de propaganda das classes dominantes para ajuda-las em suas atividades anticomunistas. Se caso fracassar na luta que levam a cabo no seio do Partido, sem dúvida se entregará inteiramente a essas classes. Este é seu inevitável futuro.
Segundo, propaganda e atividades ilustrativas de sua linha antipartido em todos os problemas práticos atuais. Com motivo do aniversário do Movimento do 30 de Maio, a oposição trotskista publicou uma declaração em que chamou os militantes a lutar contra o Partido Comunista, concedendo a esta luta uma maior importância do que a luta anti-imperialista. Sem sombra de dúvidas, assim estava fazendo, objetivamente, o jogo do inimigo. Quando celebramos a manifestação do 1º de agosto (7), a considerou como uma ação putchista, deixando passar uma forte dose de derrotismo. Seu ponto de vista demonstra um liquidacionismo pessimista e ultradireitista.
Terceiro, tática de se manter e atuar dentro das células explorando a imperfeição da vida do Partido em algumas delas. Permanece nelas para fazer vacilar as massas, e busca em especial as células que têm sofrido derrotas na luta a fim de aproveitar-se destas para atacar a linha do Partido. Em momentos difíceis de nossa luta, lança palavras de ordem ultra esquerdistas como “confiscação das fábricas”, com o intuito de deixar isolada a classe operária e induzir as massas operárias a adotar ilusões sobre um paraíso futuro e a perder de vista a significação real da luta atual. Por outro lado, formula táticas ultradireitistas nos problemas práticos, levando as células operárias a um beco sem saída e à desmoralização.
Quarto, colaboração com os oportunistas chineses. Obstinados pela sua linha, os oportunistas não conseguem se adentrar nas massas, mas tampouco podem deixar de buscar um novo programa político que lhes sirva para encobrir seus erros. É assim que o programa da oposição lhes cai como uma luva, permitindo encobrir erros cometidos no passado, formular palavras de ordem revolucionárias “esquerdistas”, mas manter na realidade uma apreciação de direita da situação da revolução e aplicar táticas direitistas. Por isso, o programa da oposição tem sido aproveitado pelos oportunistas. E a oposição, por sua vez, recorre a tática de apoiar-se nos oportunistas para levar adiante suas atividades antipartido. Desta maneira a facção oportunista e a oposição estão unidas – são farinha do mesmo saco.
Ainda mais, a oposição trotskista mente, difama e calunia deliberadamente, tirando vantagem de problemas e de disputas insignificantes, enquanto deixa de lado assuntos de princípios, com a finalidade de minar a confiança dos camaradas dos órgãos dirigentes do Partido. Isto apenas serve de ajuda ao inimigo na difamação da liderança revolucionária.
As atividades da camarilha da oposição têm sido descobertas em Shanghai, Hong Kong e no norte da China. Eles guardam segredo sobre sua organização do Partido. Precisamente por isso é imperativo expor este problema para as organizações de base e conduzir os camaradas a discutir este e liquidar totalmente com as atividades dos oportunistas e da oposição. Como alguns elementos da camarilha da oposição não expõem publicamente seus pontos de vista, não conhecemos todos eles. Portanto, nós devemos submeter o problema da oposição para as discussões das células, e utilizar esta situação para educar os camaradas e firmar uma sólida base para a linha correta de nosso Partido. A fim de solidificar a linha correta no organizativo, todos os camaradas devem compreender a necessidade da luta entre a linha correta e a incorreta. Por conseguinte, além de aplicar as devidas sanções organizativas, é absolutamente indispensável engajar-se na luta nos campos ideológico e teórico, que é uma arma muito importante para consolidar o Partido na atualidade.



NOTAS

(1) Circular “Sobre a oposição dentro do Partido Comunista da China”, emitida pelo Comitê Central do Partido Comunista da China a agosto de 1929.
(2) Hu Hanmin (1879-1936) exerceu as funções de chefe militar supremo do governo de Guangzhou e foi governador da província de Guangdong durante a Primeira Guerra Civil Revolucionária. Conspícuo líder dos direitistas, foi cúmplice de Chiang Kai-shek no golpe de Estado contrarrevolucionário de 12 de abril de 1927. Mais tarde entrou em uma prolongada disputa com a camarilha de Chiang pelo poder e lucro.
(3) Dai Jitao (1890-1949), fiel seguidor de Chiang Kai-shek antes e depois do golpe de Estado contrarrevolucionário de 12 de abril de 1927. Durante o período da Primeira Guerra Civil Revolucionária, tergiversou o conteúdo revolucionário da doutrina de Sun Yat-sen e propalou absurdos contra o Partido Comunista e o movimento operário-camponês, preparando deste modo o terreno ideológico para o golpe de Estado contrarrevolucionário de Chiang Kai-shek.
(4) Zhou Fohai (1897-1948) assistiu em 1921 ao I Congresso Nacional do Partido Comunista da China, mas renegou este em 1924. Depois da traição de Chiang Kai-shek a revolução, foi chefe do Departamento de Propaganda de Comitê Executivo Central do Kuomintang. Iniciada a Guerra de Resistência contra o Japão, passou ao lado dos invasores japoneses, traindo a pátria. Desempenhou o cargo de vice-presidente do Yuan Executivo no governo títere de Wang Jingwei e outras funções.
(5) Se refere a Primeira Guerra Civil Revolucionária (1924-1927), chamada também de Expedição do Norte.
(6) Revista mensal reacionária, redigida por Zhou Fohai, que teve sua aparição em 1928, em Shanghai.
(7) Em julho de 1919, a Segunda Internacional, que apoiava a guerra imperialista durante a primeira conflagração mundial, decidiu celebrar em 1º de agosto seu congresso em Lucerna, Suíça. O Comitê Executivo da Internacional Comunista convocou os operários de todo mundo a manifestarem-se nesse mesmo dia contra a Segunda Internacional. Em julho de 1929, em sua X Sessão Plenária foi fixado o 1º de agosto como data internacional contra a guerra imperialista; quando chegou este dia, o Partido Comunista da China organizou uma manifestação anti-imperialista em Shanghai.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A República Popular da China: um sistema multipartidário


Extraído do artigo “China sobre la via del socialismo”, publicado na revista Etudes Marxistes nº64 a setembro de 2003


Escrito por Rolf Berthold (Entre 1982 e 1989 foi embaixador da República Democrática da Alemanha na China)

Traduzido por I.G.D.



Além do Partido Comunista da China (PCCh), existem outros oito partidos na China. Nasceram durante o transcurso da revolução de nova democracia, e devido a esta, foram denominados de partidos democráticos. De maio de 1948 até meados de 1949, aceitaram um atrás do outro a proposta do Partido Comunista de convocar uma conferência política consultiva. Em setembro de 1949, em conjunto com o PCCh e de outros elementos que não eram de nenhum partido, participaram na primeira Conferência Política Consultiva do Povo Chinês. Esta adotou um programa comum que devia servir de constituição provisória, elegeu um governo popular central e decidiu fundar a República Popular da China.
Os partidos democráticos gozam de liberdade política, são autônomos no plano organizativo e iguais perante a lei. Tudo isso se reflete na constituição. Estes partidos reconhecem a direção do Partido Comunista da China, colaboram nos trabalhos deste e se comprometem com a causa do socialismo. Estes partidos são os seguintes:

1. O “Comitê Revolucionário do Kuomintang da China”. Fundado em Hong Kong a janeiro de 1948, conta com mais de 60.000 membros, sobre tudo antigos membros e simpatizantes do Kuomintang. O partido honra o legado de Sun Yat-sen. É um partido patriota e progressista.
2. A “Liga Democrática da China”. Fundada em outubro de 1941 em Chongqing, conta com cerca de 144.000 membros. Entre seus membros, assim como seus círculos, se compõe principalmente de intelectuais de classe média e alta.
3. A “Associação Chinesa da Construção Nacional Democrática”. Fundada em dezembro de 1945, conta com cerca de 78.000 membros. Durante sua fundação, seus membros e simpatizantes pertenciam em sua maioria, a classe burguesa. Eram especialmente intelectuais que mantiveram contatos com o mundo econômico. Ainda nos dias de hoje, se tratam de figuras ligadas ao mundo empresarial, de especialistas e de homens da ciência.
4. A “Associação Chinesa Pela Promoção da Democracia”. Fundada em Shanghai em dezembro de 1945, conta com mais de 74.000 membros. Seus membros e seus simpatizantes são constituídos de intelectuais do ensino, da cultura e das ciências, assim como do mundo editorial.
5. O “Partido Democrático Chinês dos Camponeses e dos Trabalhadores”. Fundado em Shanghai em agosto de 1930, conta com mais de 75.000 membros. Os membros e simpatizantes são essencialmente intelectuais do mundo da medicina, homens da ciência, quadros técnicos, pessoas ativas no setor cultural e professores.
6. O “Zhi-Gong-Dang” da China. Fundado em outubro de 1925, conta com aproximadamente 18.000 membros, especialmente de chineses que retornaram do estrangeiro ou familiares e parentes de chineses no exterior. O precursor deste partido era o “Zhi Gong Tang” da América, que durante seu congresso em São Francisco, em 1925, havia mudado seu nome (tang = sala; dang = partido).
7. A “Associação do 3 de Setembro”. Fundada em setembro de 1944. Conta com aproximadamente 78.000 membros. Seus filiados são constituídos em sua maioria de intelectuais de classe média e alta do mundo da ciência e da técnica, da cultura, do ensino e dos cuidados sanitários.
8. A “Liga Democrática pela Autodeterminação de Taiwan”. Fundada em Hong Kong a novembro de 1947, conta com 1.800 membros, quase todos originários da ilha de Taiwan. Seu objetivo é servir a construção e a reunificação da pátria.

Hoje, diversos membros destes partidos possuem uma cadeira na Assembleia Popular Nacional e na Conferência Política Consultiva do Povo Chinês. Assumem funções importantes no seio do governo, nas instituições econômicas, culturais, científicas, técnicas e educativas. Os partidos democráticos são organizações que representam certas forças sociais específicas que, em companhia do Partido Comunista, colaboram na gestão do país. O PCCh e o governo os consultam a fim de conhecer sua opinião e os respeita. Não são partidos de oposição nem são elementos dos quais o governo ignora. Ao contrário, contribuem em uma parte nem um pouco insignificante no processo de tomada de decisões políticas.
Paralelamente à Assembleia Popular Nacional, a Conferência Política Consultiva se reúne uma vez ao ano para tratar sobre questões essenciais na política do Estado, da vida cotidiana na China e de tudo o que concerne à frente única. A Conferência avalia o trabalho do governo e a aplicação da Constituição das leis. O sistema de colaboração entre os distintos partidos e a coordenação política, sob a direção do PCCh, tem demonstrado ser de uma excelente qualidade.
Entre as principais organizações de massas que exercem uma grandiosa influência social, está a Federação Nacional de Sindicatos de Toda a China, a Liga da Juventude Comunista, a Federação Nacional de Mulheres Chinesas e a Associação pela Indústria e Comércio.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

China-RPDC: Firme aliança contra a Agressão Imperialista

Publicado pelo Editorial do Renmin Rinbao, Hongqi e Jiefangjun Bao
16 de julho de 1971

Traduzido por Gabriel Duccini

Junto do fraternal povo coreano, o povo chinês solenemente celebra hoje o décimo aniversário da assinatura do Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua em uma situação em que a luta contra o Imperialismo ianque e o militarismo japonês por parte dos povos de vários países asiáticos está se moldando diariamente. O Partido coreano e a Delegação do Governo com o camarada Kim Jung Rin, Membro da Comissão Política do Comitê Central e Secretário do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia à sua frente; e o camarada Kim Man Gum, Membro suplente do Comitê Político do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia e vice-primeiro-ministro do Conselho de Ministros como seu Vice chefe, chegou ao nosso país para participar das celebrações. O povo chinês calorosamente dá boas-vindas à delegação.
Dez anos atrás quando eles se depararam com a situação onde o Imperialismo ianque e seus lacaios estavam fervorosamente levando a cabo atividades agressoras e de guerra na Ásia, a China e a Coreia assinaram o histórico Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua. O tratado solenemente estipula que “as partes assinantes se comprometem conjuntamente a adotar todas as medidas para evitar a agressão contra qualquer das partes assinantes por qualquer Estado. No caso de uma das partes ser submetida a um ataque armado por algum Estado ou vários Estados conjuntamente, e assim envolvida em um Estado de guerra, a outra parte deve imediatamente prestar ajuda militar e outras formas de auxílio por todos os meios à sua disposição”. Também contém outros artigos importantes no que tange o reforço da amizade fraternal, a assistência mútua e a cooperação entre os dois países. Esse tratado é um enorme marco na história das relações amigáveis entre os dois povos. Ao solidificar a amizade revolucionária e a unidade militante forjada na prolongada e conjunta luta dos povos da China e da Coreia na forma de um tratado, ele encarna plenamente a sua firme determinação a se opor à agressão imperialista, assegurar a segurança comum de ambos os países e garantir a paz na Ásia e no Mundo.
O Presidente Mao, grande líder do povo chinês, apontou: “Os camaradas coreanos e chineses devem se unir como irmãos, passar por bons e maus momentos juntos, compartilhar felicidade e angústia, e lutar até o fim para derrotar o inimigo comum”.
Recapitulando a história das lutas comuns dos povos coreanos e chineses, sentimos profundamente que a amizade revolucionária entre os nossos dois povos é muito testada e incomparavelmente preciosa. Por quase um século, o povo de nossos dois países teve experiências ruins semelhantes e sempre realizou lutas comuns contra a agressão estrangeira. Assim que o militarismo japonês começou sua agressão do final do século XIX até o começo do século XX, a China e a Coreia se tornaram as vítimas imediatas porque ocuparam o território chinês de Taiwan e anexaram a Coreia. Os destinos do povo da China e da Coreia desde então já estão unidos. Durante a ocupação japonesa da Coreia, o povo coreano encenou levantes antijaponeses e um patriota coreano assassinou o chefe militar dos agressores japoneses Hirobumi Ito, dando um golpe ao inimigo comum dos povos de ambos países. Após o Imperialismo Japonês desencadear a guerra de agressão contra a China nos anos 30, os povos chineses e coreanos lutaram ombro a ombro contra os agressores. Junto do povo chinês, as guerrilhas antijaponesas organizadas e lideradas pelo Camarada Kim il Sung, o grande líder do povo coreano, resistiram e derrotaram os agressores japoneses. Nos anos 50 quando os Estados Unidos desataram sua guerra de agressão contra a Coreia e ao mesmo tempo ocuparam a Província chinesa de Taiwan, os povos chineses e coreanos mais uma vez lutaram lado a lado e derrotaram os agressores ianques no campo de batalha coreano. No longo período de luta, muitos camaradas coreanos derramaram seu sangue em apoio à causa revolucionária da China. O povo chinês nunca irá se esquecer do apoio e ajuda que o povo coreano deu a eles.
O Imperialismo ianque agora está intensificando a presença de suas políticas de agressão e guerra na Ásia. Ele continua a ocupar o território chinês de Taiwan e a metade sul da Coreia e persiste na expansão de sua guerra de agressão na Indochina. O Governo Nixon está fazendo o máximo possível para realizar a assim chamada “nova política para a Ásia” ao acelerar sua conivência militar com os reacionários japoneses e ansiosamente fazendo uso do militarismo japonês como uma tropa de choque da agressão imperialista ianque contra a Ásia. Após a extensão automática do “Tratado de Segurança” dos Estados Unidos-Japão, os Estados Unidos e o Japão assinaram o acordo de “reversão” de Okinawa, portanto reforçando a agressiva aliança militar de EUA-Japão. Ademais, o Imperialismo ianque está tentando trazer forças militares japoneses para o Sul da Coreia para fortalecer a operação conjunta EUA-Japão-Pak e inclusive conduziu exercícios militares provocativos conjuntos dos EUA e Japão, no mar a leste da Coreia. Tudo isso é uma séria ameaça à segurança do povo da Coreia, China e outros países asiáticos.
O militarismo japonês, que está sendo revivido sob a égide do imperialismo norte-americano, está fervendo com sua ambição de renovar o seu sonho de anexar a Coréia, invadir a China e dominar a Ásia. Enquanto declaram abertamente que a Coreia é “essencial para a própria segurança do Japão”, não mediram palavras ao afirmar que "se pode supor que as Forças de Autodefesa conduzirão operações em um determinado lugar fora do Japão, e esse lugar será a Coreia”. Os reacionários japoneses já estenderam suas garras de agressão à Coreia do Sul em tentativa de transformá-la em uma colônia dual dos Estados Unidos e do Japão. Ao mesmo tempo, os reacionários japoneses aumentaram sua penetração no território chinês de Taiwan politicamente, militarmente e economicamente, alegando que Taiwan é “um fator de máxima importância para a segurança do Japão”, e conspiraram abertamente em estender a "zona de identificação de defesa aérea" do Japão para o território chinês da Ilha de Tiaoyu e o espaço aéreo perto de áreas costeiras da China. Isso revela plenamente as ambições raivosas do militarismo japonês em colocar as mãos sobre o território da China. Obviamente, o militarismo japonês novamente embarcou no velho caminho da agressão e expansão e se tornou uma perigosa força de guerra na Ásia.
Nas atuais circunstâncias, portanto, é de enorme significância prática consolidar ainda mais e fortalecer a aliança entre a China e Coreia que foi concretizada no tratado.
Precisamente como o Camarada Kim Il Sung, o grande líder do povo coreano, apontou: “Os povos da Ásia e os povos progressistas do mundo hoje são confrontados com a urgente tarefa de lutar contra o renascimento do militarismo japonês ao mesmo tempo que frustrem a agressão do Imperialismo ianque”.
Mudanças profundas vêm ocorrendo na situação atual da Ásia. A República Popular da China está diariamente crescendo cada vez mais forte. A República Popular Democrática da Coreia se tornou um baluarte que permanece firme como uma rocha à frente da luta anti-imperialista na Ásia. A guerra contra a agressão ianque e pela salvação nacional pelos povos dos três países da Indochina fez conquistar grandes vitórias de abalar o mundo. A luta dos povos da China, Coreia, Vietnã, Laos, Camboja, Japão e outros países asiáticos contra os agressores norte-americanos e o renascimento do militarismo japonês a partir dos Estados Unidos e reacionários japoneses está surgindo à frente com um enorme impulso, irresistível. A força revolucionária do povo asiático está mais poderosa do que nunca. Qualquer superpotência ou “potência econômica” que tente passar por cima do povo asiático e fazer girar a roda da história para trás está simplesmente sonhando acordada. Em face da unidade militante dos povos dos países asiáticos, qualquer agressor que se atreva a provocar uma nova guerra na Ásia não encontrará nada com exceção da derrota completa para ele.
A China e Coreia são vizinhos fraternos ligados pelas mesmas montanhas e rios e estreitamente relacionados como a língua é com os dentes, e sua segurança é inseparável. As relações em todo o horizonte de assistência mútua e cooperação entre ambos os países e ambos povos foi consolidada e desenvolvida firmemente à luz dos grandes objetivos estabelecidos no Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua. O povo chinês inflexivelmente apoia a justa luta do povo coreano contra a agressão do Imperialismo ianque e é pela reunificação pacífica de sua pátria. Vamos cumprir fielmente, como no passado, as obrigações estipuladas no Tratado Sino-Coreano de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua e estamos determinados a lutar até o fim contra os inimigos comuns de nossos dois povos.