segunda-feira, 20 de junho de 2016

Solidariedade! Vietnã doa 5.000 toneladas de arroz para Cuba

Do teleSUR

Traduzido por I.G.D.

A doação é resultado de quase seis décadas de amizade e cooperação entre os dois aliados tanto na política como na economia.
Vietnã e Cuba assinaram, na quinta-feira, 17 de junho, um documento confirmando a entrega de 5.000 toneladas de arroz do sudeste asiático para o país caribenho.













Uma delegação vietnamita liderada pelo Diretor da Reserva Nacional Geral Pham Phan Dun foi recebida em Havana pelo governo cubano, que realizou uma cerimônia em agradecimento a doação.
A remessa foi entregue no porto de Santiago de Cuba e é parte de uma promessa feita em setembro do ano passado pelo presidente da República Socialista do Vietnã, Truong Tan Sang, durante uma visita à ilha.
Naquela visita, Tan Sang também anunciou que seu país ajudaria Cuba a promover um maior desenvolvimento na agricultura.
Cuba e Vietnã estabeleceram laços diplomáticos em dezembro de 1960.
Durante a invasão dos Estados Unidos no Vietnã, Cuba forneceu tanto apoio moral como prático para as guerrilhas vietnamitas, incluindo suporte médico para soldados feridos durante a guerra e esforços para a reconstrução do país no período pós-guerra.
​Desde então, ambos os países têm mantido uma forte relação em vários aspectos, incluindo construção, transporte, biotecnologia, educação, saúde, esportes e agricultura.
Tanto como um aliado político e econômico com uma história compartilhada de resistência ao colonialismo e ao imperialismo, o Vietnã é o segundo maior parceiro comercial de Cuba na Ásia, atrás da República Popular da China. Ele também é o principal fornecedor de arroz do país caribenho.
Em 2010, o Vietnã exportou 400.000 toneladas de arroz para Cuba sob pagamentos de créditos preferenciais, e outras 300.000 toneladas em 2011.

terça-feira, 14 de junho de 2016

China retira da pobreza 66 milhões de pessoas nas zonas rurais em três anos

Do xinhuanet.com

Traduzido por I.G.D.

Pequim, 14 de junho – O número de pessoas vivendo na pobreza em zonas rurais foi reduzido em 66,63 milhões entre os anos de 2012 e 2015, segundo relatório do governo divulgado na terça-feira.
A China formulou o 12º Plano Quinquenal para Redução da Pobreza Aldeia por Aldeia. Em 2015, os projetos de redução da pobreza que abrangem 30.000 aldeias haviam sido implementados, de acordo com o relatório de avaliação da aplicação do Plano de Ação dos Direitos Humanos, que foi lançado pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado.
Os investimentos totais chegam a 144.569 bilhões de yuans (22 bilhões de dólares estadunidenses), com média de 4.8 milhões de yuans por aldeia, segundo o supracitado documento.
De 2012 a 2015, o aumento dos rendimentos dos residentes per capita disponíveis superou a taxa de crescimento do PIB do mesmo período. A taxa de crescimento anual do rendimento disponível per capita dos residentes urbanos e a receita líquida per capita dos residentes rurais foram de 7,5% e 9,2% por cento, respectivamente, segundo o relatório.
Durante o mesmo período, a Comissão de Desenvolvimento e Reforma do Estado direcionou 21 bilhões de yuans do orçamento central para realocação de residentes pobres, o que trouxe um adicional de mais de 200 bilhões de yuans introduzidos no governo local e vários outros investimentos, segundo o relatório, acrescentando que cerca de 8 milhões de pessoas em situação de pobreza foram realocados.
O governo central também alocou 771.1 bilhões de yuans para dar suporte a projetos de habitação a preços acessíveis, disse o relatório.
Direitos iguais no trabalho tem sido garantido. Em 2012, 2013, 2014 e 2015, 12.66 milhões, 13.1 milhões, 13.22 milhões e 13.12 milhões, novos trabalhos em áreas urbanas foram criados respectivamente, de acordo com o relatório. A taxa de desemprego urbano registrada foi mantida dentro de 4,1%, inferior à meta de 5%.
A cobertura de seguro médico básico foi estendida a todos os cidadãos, com a taxa de participação ultrapassando 95%.
Também sublinhou que direitos iguais na educação para crianças realocadas de trabalhadores migrantes foram salvaguardados. De 2012 a 2015, o governo central alocou 34.6 bilhões de yuans para permitir que cerca de 90% das crianças realocadas de trabalhadores migrantes nas cidades obtenham suporte do governo.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Fortalecer a liderança da classe trabalhadora na luta pelo socialismo

Comunicado para o Dia Internacional do Trabalhador, emitido
pelo Escritório do Presidente, da Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS)



Traduzido por I.G.D.





Nós, da Liga Internacional da Luta dos Povos (ILPS), levantamos nossos punhos para saudar os trabalhadores e aos povos do mundo celebrando 130 anos do Dia Internacional do Trabalhador.
Neste dia, queremos recordar e celebrar as vitórias do movimento operário na luta pela jornada de trabalho de oito horas, aumento dos salários, melhora das condições de trabalho e os avanços socialmente transformadores. Prestamos homenagem aos pioneiros e aos mártires do movimento operário, inspirando-nos em seu compromisso, valentia e perseverança ao tempo que voluntariamente continuamos ampliando e fortalecendo o movimento da classe trabalhadora e elevando sua consciência revolucionária e militante.
Já se passaram 130 desde o protesto dos trabalhadores do Haymarket Square de Chicago, nos Estados Unidos. Esse acontecimento na história da classe trabalhadora nos ensina valiosas lições neste dia: os capitalistas, especialmente a grande burguesia, interessada em aumentar suas riquezas, não reconheceram o papel dos trabalhadores na produção, na importância de cobrir necessidades básicas e a dignidade. Os governos estão a serviço da classe capitalista e empregam seu aparato repressivo para defender os interesses desta.  Os trabalhadores devem se unir e lutar para alcançar vitórias na melhora das condições de vida e trabalho. Os trabalhadores são capazes de elevar sua consciência e militância de classe trabalhadora no curso da luta de classes contra a burguesia.
Ao mesmo tempo, expressamos nossa indignação pelo fato de que os monopólios capitalistas, os grandes latifundiários e todos os reacionários tem difamado, durante décadas, as vitórias do movimento operário, especialmente com o surgimento dos ataques neoliberais contra os trabalhadores e seu movimento. Estamos determinados para levar a cabo a recuperação e consolidação da força do movimento operário, reivindicando nossas conquistas e avançando na luta por uma maior liberdade, democracia e socialismo. Intensificamos nosso compromisso ao confrontar a situação atual e os desafios que encara o movimento operário valendo-se da perspectiva e método que nos chegou a história das lutas da classe trabalhadora.

Agravamento da crise econômica
O sistema imperialista está afundando cada vez mais na lama da crise econômica. As medidas que está tomando para sair deste atolamento não são mais do que um mero naufrágio que conduzirá a um aprofundamento ainda maior na crise.
A crise econômica e financeira global que estalou em 2007-2008 está persistindo e está causando uma rápida deterioração da situação dos trabalhadores tanto nos países capitalistas avançados como nos países subdesenvolvidos. Mesmo os economistas burgueses e os analistas financeiros reconhecem agora que a economia mundial não se recuperou realmente, ao contrário, seguirá com uma terceira onda de crise financeira mundial.
A primeira onda foi provocada em 2007 pela crise das hipotecas podres nos Estados Unidos que quase conduziu ao colapso do sistema bancário mundial em 2008. Os bancos centrais dos países imperialistas optaram por resgatar os grandes bancos e as corporações da oligarquia financeira empregando para esta o dinheiro público. Isto aumentou ainda mais o déficit fiscal e elevou os níveis da dívida pública nos países capitalistas avançados. Enquanto era eficaz ao proteger temporariamente os ativos e os balanços das grandes corporações e instituições financeiras, conduziu rapidamente a uma crise da dívida soberana centrada na zona do euro.
Esta segunda onda da crise financeira mundial mergulhou os países europeus menos desenvolvidos – Grécia, Itália, Portugal e Espanha – em uma grave recessão e quase derrubou a União Monetária Europeia de 2012. Além disso, obrigou os governos de todo o continente a impor severas medidas de austeridade e a desmantelar os direitos trabalhistas em detrimento dos trabalhadores e da população pobre.
Nestes momentos, a terceira onda da crise está centrada nas denominadas “economias emergentes”, com o fim do crescimento impulsionado pela dívida na China, o fim do auge das mercadorias básicas nos países exportadores de matérias primas como Brasil e África do Sul, e a fuga massiva de capitais dos países em desenvolvimento.
Os resultados das medidas adotadas a respeito da crise estão abrindo caminho para maiores e mais perigosos tremores. Os resgates bancários e a hiper-flexível política monetária adotada pelos bancos centrais imperialista puseram mais dinheiro nas mãos da oligarquia financeira mas inchou a dívida global em 57 trilhões de dólares americanos desde 2007, em somente oito anos. A dívida global supera agora os 200 trilhões de dólares americanos e cresce a um ritmo muito maior do o produto interno bruto. Esta dívida impagável é uma bomba relógio que explodirá inevitavelmente, afundando o mundo em outra convulsão financeira que será muito mais grave.
Enquanto isso, os 62 monopólios capitalistas mais ricos têm aumentado seu estoque de riqueza desde 2010 em 542 bilhões de dólares americanos, enquanto que as 3,6 bilhões de pessoas mais exploradas do mundo têm perdido um trilhão de dólares americanos no mesmo período.  As cifras oficiais mostram que o desemprego atingiu um recorde de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, com a expectativa de que outros três milhões se juntem às fileiras dos desempregados nos próximos dois anos.
Entre aqueles que estão empregados, a precariedade das condições de trabalho é agora uma regra, mesmo no maior e mais rico monopólio empresarial. Por exemplo, somente 6% do total da força de trabalho das 50 principais empresas globais é reconhecida como emprego direto, enquanto que o resto é explorada mediante contratos a curto prazo ou como trabalhadores informais. Cada vez mais trabalhadores se veem forçados a buscar emprego no exterior, somando-se aos 150 milhões de trabalhadores migrantes que já existem em todo mundo. Os monopólios capitalistas estão desmantelando os direitos dos trabalhadores, incluindo o direito a um salário digno, prestações sociais, segurança no trabalho, a jornada laboral de oito horas ao dia, e condições de trabalho seguras.
Nunca satisfeita, a burguesia monopolista está levando a cabo uma nova onda de ofensivas neoliberais destinadas a aumentar ganhos nestas situações de crise. Ela está aplicando medidas de austeridade mais severas e uma flexibilização trabalhista: a privatização do setor público e dos bens comuns principalmente mediante a apropriação de terras; o aprofundamento da desnacionalização e compradorização das economias do terceiro mundo mediante a ampliação das cadeias de abastecimento global de seus monopólios empresariais; e o fortalecimento das medias de proteção das propriedades e benefícios dos monopólios capitalistas, especialmente mediante a ampliação dos direitos de propriedade intelectual sobre tecnologias e conhecimentos.
Estão reformando os sistemas jurídicos e os regulamentos nacionais e internacionais através de novos acordos comerciais e de inversão, tais como o Acordo de Associação Transpacífico (Transpacific Partnership Agreements), a Associação para o Comércio e a Inversão Transatlânticos (Transatlantic Trade and Investment Partnership) e a Associação de Acordos Econômicos (Economic Partnership Agreements). Estão institucionalizando mecanismos de solução de litígios entre investidores e o Estado que concedem o poder de veto de fato para empresas multinacionais sobre regulamentos ou reformas que os governos poderiam adotar sob crescentes pressões populares para ajudas imediatas e reformas concernentes a crise.
Todas estas medias somente podem empobrecer ainda mais as massas trabalhadoras de todo o mundo, aumentar a concentração e a superacumulação de capital nas mãos da burguesia monopolista, e agravar a crise de superprodução, que o neoliberalismo se propôs a resolver em primeiro lugar.

Aumento da repressão e da guerra
Esta ofensiva neoliberal dos capitalistas monopolistas está necessariamente conectada com a brutal repressão dos trabalhadores, considerados como ameaça potencial a uma maior acumulação da riqueza e de poder das classes dominantes. As leis e os regulamentos repressivos se aplicam em toda a parte com o objetivo declarado de atrair mais investidores capitalistas. Os Estados estão intensificando seu ataque aos sindicatos e aos movimentos populares que exigem maiores salários, melhores condições de trabalho, serviços sociais e a prestação de contas do governo. 
Tem ocorrido um aumento notável no número de prisões e detenções arbitrárias de trabalhadores por exercer seus direitos democráticos. Na Europa e em outras partes, ativistas têm sido detidos ou submetidos a processos penais por se oporem as medidas de austeridade através de greves e protestos. Os críticos aos abusos corporativos ou governamentais são coagidos com agressões físicas, assassinatos, e colocados sob a violência. Os Estados também estão apresentando cargos penais falsos contra ativistas políticos. Mulheres ativistas enfrentam ameaças e abusos de gênero.
Em muitos países, direitos fundamentais como a liberdade de reunião, associação e expressão são restringidos sob o pretexto de lutar contra o terrorismo, a contrainsurgência ou a proteção da segurança nacional. Isto é particularmente frequente em países subdesenvolvidos, onde a terra e os recursos estão sendo apreendidos por empresas de energia, indústria extrativas, a agricultura em grande escala e promotores imobiliários.
Estas atividades são muitas vezes financiadas e promovidas por instituições financeiras imperialistas como o Banco Mundial. Também são respaldadas por forças estatais de segurança e grupos paramilitares, com a orientação e o apoio de militares estadunidenses. Como resultado disto, grupos de defesa dos direitos humanos tem documentado o aumento do número de execuções extrajudiciais e desaparições de ativistas, organizadores, jornalistas e dirigentes de massas em países como Filipinas, Honduras, Colômbia, Brasil e outros lugares. Muitas das vítimas são do movimento operário.
Os monopólios capitalistas estão unidos em seus interesses por explorar e oprimir o povo, especialmente nas neocolônias. Mas também estão em constante competição econômica, geopolítica e militar, especialmente agora que o agravamento das crises mundiais sublinha o caráter finito da mão de obra mundial, dos recursos e dos mercados frente a insaciável impulsão de obter benefícios e acumular capital daqueles que detém os monopólios capitalistas. Daí a intensificação da luta travada entre os países imperialistas para garantir a sua parte dos despojos.
Desde o início da guerra contra o terror liderada pelos Estados Unidos em 2001, o imperialismo estadunidense tem instigado e/ou apoiado a “troca de regime” em numerosos países como Afeganistão, Iraque, Haiti, Honduras, Líbia, Ucrânia e agora Síria para instalar governos que ajudariam a garantir os interesses dos Estados Unidos. Desde 2011, os E.U.A. estão tratando de orquestrar a derrubada do governo de Assad na Síria, utilizando “representantes” – Arábia Saudita, Qatar e Turquia – para financiar e armar inúmeros grupos jihadistas anti-Assad, entre eles Al Nusra Daesh e Al Qaeda. Mas isso tem sido obstaculizado pelo apoio do Irã e da Rússia ao governo de Assad.
A guerra pelo petróleo na região do Oriente Médio e Ásia ocidental está resultando no massacre de milhões de pessoas na região. Tem destruído a economia local, a infraestrutura social e o patrimônio cultural dos povos destes países, e somente em 2015 obrigou a mais de cinco milhões de pessoas a buscar refúgio no estrangeiro.
Na luta contra estas guerras de agressão, milhares de jovens estadunidenses – especialmente as pessoas de cor e desempregados têm se sacrificado por causa da grande burguesia. Além do mais, estima-se que os E.U.A. gastaram três trilhões de dólares americanos somente na guerra no Iraque, excluindo outro trilhão de dólares em atenção médica e outros gastos associados ao retorno dos soldados, enquanto se negam serviços sociais necessários em matéria de saúde e educação aos trabalhadores dos Estados Unidos.
Os aliados europeus da O.T.A.N. estão sofrendo agora as consequências de seu apoio a estas guerras de agressão no Oriente Médio/Ásia Central com atentados terroristas em Paris e Bruxelas, que tem vitimado a civis e criado um clima de terror na população. A crise dos refugiados, a pior da história da humanidade, é agora esmagadora e os governos europeus estão liberando as rédeas para a xenofobia, a intolerância, o racismo e o fascismo que expõe aos trabalhadores migrantes e de grupos minoritários aos mais vis ataques dos elementos mais reacionários da sociedade.

A intensificação da resistência dos trabalhadores e dos povos
As políticas neoliberais imperialistas estão intensificando a exploração e a opressão do povo trabalhador, criando condições objetivas para a gente se levantar e lutar. As lutas atuais e aquelas que emergem, ainda que dispersas e breves em muitos casos, são importantes para a construção da resistência contra o sistema capitalista mundial.
Na Europa, os trabalhadores e o povo tem realizado grandes ações de massas contra os programas de austeridade que vem se intensificando, especialmente na Grécia, Espanha e o Reino Unido. Milhões de trabalhadores tem participado nestas ações de protesto exigindo ao governo o término dos cortes nos gastos pelo bem-estar social e serviços públicos, reclamando salários mais elevados para as famílias trabalhadoras, a proteção da organização sindical e dos direitos de negociação coletiva. Na Grécia estão exigindo que se libertem da servidão por dívidas aos bancos da U.E. e de outros instrumentos da globalização imperialista. Dezenas de milhões de pessoas marcharam nas ruas de Bruxelas, Madrid, Helsinki, Varsóvia, Praga, Berlim, Munique, Paris e outras cidades europeias no ano passado a fim de se opor a Associação Transatlântica para o Comércio e a Inversão (Transatlantic Trade and Investment Partnership – T.T.I.P.) entre a U.E. e os Estados Unidos.
Na França, os trabalhadores e os jovens lideram atualmente manifestações de rua contra o projeto de lei trabalhista levado a cabo pelo governo de Hollande, no qual debilitaria o direito de negociação coletiva, pioraria as condições de trabalho e estenderia a jornada laboral. Também estão sendo realizadas sentadas noturnas, nuit debout, ocupando praças públicas para fazer frente a uma infinidade de outras queixas, incluindo o aumento da desigualdade, os despejos, a evasão fiscal dos bilionários, o estado de emergência e as medias de segurança adotadas a raiz dos atentados do ano passado; a mudança climática, etc.
Na América do Norte, trabalhadores do setor público e privado, migrantes, mulheres, jovens e pessoas de cor vem realizando protestos contra as medidas de austeridade, a violência racista e a exploração dos trabalhadores. Os trabalhadores estão encontrando formas de levar a cabo protestos generalizados contra as piores práticas antitrabalhadoras tais como os dias de ação coordenada dos trabalhadores em frente a Walmart, a campanha “luta por 15” de trabalhadores de baixos salários na indústria de serviços, a recente greve de dezenas de milhares de trabalhadores da Verizon nos Estados Unidos, e as greves dos trabalhadores canadenses no setor da saúde.
Na Austrália, o ex Primeiro Ministro Abbott foi derrubado depois de pôr em prática o mais feroz ataque neoliberal contra os trabalhadores e o povo. A burguesia monopolista e seus partidos está decidida a quebrar o poder dos sindicatos australianos, e os trabalhadores e as massas estão se preparando para lutar contra os novos ataques.
Na Ásia, ainda que esporádicas, os protestos e as greves contra as corporações multinacionais e os governos tem aumentado e se amadurecendo até a resistência organizada contra as políticas neoliberais, a repressão estatal, e mesmo contra o sistema capitalista monopolista. As greves de trabalhadores estão aumentando na China nos últimos anos, incluindo greves massivas contra as corporações multinacionais. Na Índia, mais de 100 milhões de trabalhadores participaram em uma jornada grevista contra a política neoliberal do governo de Modi no mês passado de setembro. Os trabalhadores no país têm se congregado em grandes números. Neste mês em Bangalore, milhares de trabalhadores da confecção, em sua maioria mulheres, saíram das fábricas para protestar contra a política dos governos em matéria de segurança social, bloqueando as estradas.
Camboja e Indonésia são alguns dos países onde os trabalhadores tem organizado ações generalizadas no âmbito salarial, conseguindo alcançar importantes incrementos nos últimos anos. Suas lutas têm recebido atenção mundial das empresas multinacionais e, o que é mais importante, é que tem demonstrado o poder dos trabalhadores ao ganhar as lutas mediante a ação coletiva e desafiar a “corrida para o abismo”. Ambos os países enfrentam agora batalhas contra as reformas trabalhistas que tratam de restringir o direito de se organizar e negociar coletivamente.
Na África do Sul e Senegal, os trabalhadores e o povo estão resistindo a privatização generalizada e lutando valentemente para melhorar os salários e os padrões de vida. Na Nigéria, os trabalhadores e o povo se opõem ao aumento dos preços dos produtos básicos como a gasolina. Em Burkina Faso, manifestantes tomaram as ruas para acabar com três décadas de ditadura. Em ambos os países, a ira contra o militarismo e o terrorismo respaldado ou instigado pelo imperialismo estadunidense é crescente. Ao longo de todo o continente africano, aumento o número de protestos e outras ações dos povos para exigir o respeito aos direitos humanos e reclamando o fim do racismo, o fundamentalismo, o terrorismo, a violência e o genocídio étnico.
Na Venezuela, Bolívia, Equador, Brasil e outros países, a desaceleração econômica resultante do final do auge dos produtos básicos está sendo agora explorada pela persistência que possuem os grandes compradores-latifundiários oligarcas e os fanáticos fantoches dos Estados Unidos em reverter os avanços sociais conquistados sob os governos progressistas. Mas as lutas dos trabalhadores e os povos de toda a América Latina e países do Caribe se veem reforçadas por décadas de resistência contra estas mesmas elites locais e contra o imperialismo ianque. Os trabalhadores e os movimentos sociais estão condenando e se opondo a intervenção estadunidense e as tentativas de desestabilização no Paraguai, Honduras, Venezuela e outros países da região.
A ira dos povos contra os Estados Unidos se estende rápida e profundamente no Iraque, Síria, Líbia, Afeganistão e em todo o oeste da Ásia, onde os piores crimes contra a humanidade vêm sendo cometidos pelo imperialismo ianque e seus aliados nas últimas décadas. As lutas do povo palestino, curdo e de outros pela libertação nacional e social são exemplos heroicos da resistência dos povos nesta região. Estão mostrando o caminho da resistência popular contra o imperialismo ianque e contra a expansão violenta de grupos terroristas apoiados pelos Estados Unidos. As alianças nacionais e internacionais as vezes exigem táticas sensíveis a situações complexas e fluidas.
Outros movimentos progressistas e revolucionários também estão liderando lutas pela libertação nacional e a democracia. O terreno se encontra fértil devido a intensificação da repressão, o neoliberalismo, o militarismo, a rivalidade imperialista e as guerras de agressão.
Estamos seguros de que a resistência do povo se elevará com o tempo em que a crise do capitalismo global se agrava e inflige sofrimentos insuportáveis sobre as massas. O nível de resistência que já surgiu aponta a mais generalizadas e intensas lutas da classe trabalhadora e do povo. A política neoliberal saqueadora e as guerras agressivas do capitalismo monopolista têm causado uma devastação social sem precedentes e geraram também uma resistência popular jamais vista, em uma escala mais ampla e mais intensa.
Enquanto o sistema imperialista se afunda na barbárie, recordamos a convocação que fez o grande Vladimir Lenin há 100 anos aos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo a negar seu ingresso nos combates das guerras dos imperialistas e transformar as guerras contra países – nas que os trabalhadores estão sendo enfrentados – em guerras proletárias contra suas respectivas burguesias.
Os trabalhadores e os sindicatos de todo o mundo devem vincular suas lutas e armar um amplo movimento de resistência contra o neoliberalismo, o capitalismo monopolista, o terror de Estado e as guerras imperialistas. Devem maximizar as oportunidades de incitar, organizar e mobilizar diante ao agravamento da crise mundial, as contradições entre imperialistas, e alcançar imediatas e permanentes vitórias para todos aqueles que trabalham e para os povos oprimidos.
Os trabalhadores, os camponeses, os migrantes, os indígenas, as mulheres, os jovens, devem unir seus braços e elevar suas lutas contra o sistema capitalista mundial. Somente a luta contra o imperialismo e pelo socialismo poderá realmente dar um fim à crise capitalista e às guerras imperialistas; libertar as massas da exploração e da opressão; e conquistar uma maior liberdade, democracia, justiça social, desenvolvimento integral e paz duradoura.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

VÍDEO: Por que há uma revolução armada acontecendo nas Filipinas?

Pequeno vídeo que explica didaticamente as razões do processo revolucionário levado a cabo pelo povo filipino sob direção do Partido Comunista das Filipinas.

Legendado pela União Reconstrução Comunista.




Bandeira da National Democratic Front of Philippines (Frente Nacional Democrática das Filipinas)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O Novo Exército Popular em Mindanao tem Sustentado o Avanço da Guerra Popular

(Mensagem da Frente Nacional Democrática das Filipinas em relação ao 47º aniversário da fundação do Novo Exército Popular (New People’s Army – N.P.A.)

Pelo porta-voz da Frente Nacional Democrática das Filipinas em Mindanao, Ka Oris.


29 de Março de 2016

Traduzido por I.G.D.

A Frente Nacional Democrática – Mindanao junta-se com o resto do povo filipino para proferir sua maior saudação e dar os parabéns para todos os combatentes vermelhos e comandantes do Novo Exército Popular (New People’s Army – N.P.A.) no seu 47º aniversário de fundação, que ocorreu a 29 de março de 1969. Nós também saudamos todos os mártires revolucionários que sacrificaram suas vidas pelo interesse em avançar na luta armada pela libertação nacional e por uma genuína democracia.
É justo que nós demos tamanha importância para este próspero dia porque o Novo Exército Popular (N.E.P.), uma das principais armas da revolução popular democrática, continua levando a cabo suas tarefas mais importantes e tem colhido vitórias significantes. Este exército cresceu em tamanho e força e tem frustrado o mal-intencionado regime de E.U.A. - Aquino III, este que quer destruir o verdadeiro exército popular e todo o movimento revolucionário antes do término de seu mandato.
Partindo de quase nada, o Novo Exército Popular foi fundado em Luzon Central no ano de 1969 e espalhou-se por todo o país. Em Mindanao, a primeira unidade do N.E.P. foi formada em 1972 nas regiões fronteiriças de Misamis Oriental e Agusan del Norte. A partir de 1972, as forças do N.E.P. em Mindanao se estendem e continuam a crescer tanto em tamanho como em força, diante dos ataques brutais do Oplan (Plano de Operação) “Nip-in-the-bud” do Ditador Marcos, o Oplan “Lambat Bitag” de Cory Aquino e de Ramos, o Oplan “Mamamayan” de Estrada, e o Oplan “Bantay Laya” de Arroyo. Atualmente, o Oplan “Bayanihan” do regime de E.U.A. - Aquino III encontra-se com a falência definitiva e com uma grande derrota. Ele é derrotado porque fracassou totalmente em esmagar uma pequena e fraca força guerrilheira, que se mantém firme e cresce ficando ainda mais forte, apesar da enormidade do tamanho e do poderio das forças armadas regulares do Estado reacionário.
Suas vitórias revolucionárias têm se concretizado por meio da implementação de suas tarefas em levar adiante a luta armada, a construção de bases, em lançar a revolução agrária, em avançar nas lutas antifascista e anti-imperialista, e em conduzir cursos de estudos de caráter político e ideológico, incluindo o trabalho cultural.
Mesmo com as brutais investidas da Operação “Bayanihan” do regime fantoche de Benigno Aquino III contra as forças revolucionárias em Mindanao, as frentes guerrilheiras na ilha, do começo do regime em 2010 até meados deste ano, aumentaram em 46, estas que cobrem cinco regiões do Novo Exército Popular em Mindanao. Muitas destas frentes têm porte de verdadeiras companhias, e nenhuma sequer foi dizimada.
A construção de frentes guerrilheiras atingiu o sucesso devido aos seus esforços determinados em estabelecer e ampliar bases que servem como áreas de manobras do N.E.P. Em todos os seis anos sob o regime títere de Aquino III, o número de bairros onde o N.E.P. opera aumentaram de 1,850 para mais de 2,500 no presente momento, cobrindo mais de 200 municípios em 20 províncias em toda a ilha de Mindanao. A população influenciada pela revolução aumentou em vários milhões, sendo que 200,000 estão organizadas diretamente, enquanto dezenas de milhares são cobertos pelos governos populares revolucionários em numerosas comunidades e barangays e algumas a nível municipal.
Geralmente, em Mindanao, o Novo Exército Popular tem aumentado suas forças. Desde o início do regime fantoche de Aquino III, cresceram em mais de uma centena as formações de unidades de pelotão. Nenhum desses pelotões foi destruído em batalha pelo inimigo. O N.E.P. tem sido capaz de sustentar inúmeros recrutas devido a sua amplitude e profundidade das zonas e bases guerrilheiras.
As unidades das Milícias Populares em bairros e comunidades, que são forças de reserva direta das unidades do N.E.P. em tempo integral, têm crescido aos milhares em Mindanao. Várias entre elas participam diretamente em ações militares. Elas também têm sido mobilizadas nos trabalhos de inteligência, transporte de suprimentos, e outros apoios militares para as unidades em tempo integral do Novo Exército Popular.
As unidades guerrilheiras em esquadrões, pelotões e companhias, juntas com milhares de Milícias Populares, lançaram ofensivas táticas (O.T.) mais intensificadas contra as unidades inimigas regulares e paramilitares carniceiras das Forças Armadas das Filipinas (F.A.F.). Em 2010, o N.E.P. foi capaz de lançar apenas 250 ofensivas táticas em toda a ilha. Nos cinco anos posteriores, estas foram se intensificando e tornando-se cada vez mais frequentes, e em 2015, mais de 500 O.T. foram levadas a cabo pelo N.E.P. em Mindanao. Já no ano de 2016, nos últimos dois meses, o N.E.P. em Mindanao lançou mais de 100 ofensivas táticas, sendo que a maioria destas foram direcionadas contra os destacamentos e tropas regulares das F.A.F.
Nós temos combinado ações militares aniquiladoras e de exaustão, através das quais, se nós aumentamos o número de vítimas das tropas das Forças Armadas das Filipinas, da Polícia Nacional das Filipinas e dos grupos paramilitares, nós temos dizimado um batalhão por ano nos últimos seis anos. Por meios dessas ofensivas táticas, nós confiscamos milhares de armas de fogo de diversos calibres. Estas armas, incluindo aquelas que foram dadas por aliados e aquelas que nós compramos de diferentes fontes, servem como armamento adicional em nosso esforço para a construção de mais pelotões e companhias espalhadas por todas as cinco regiões de Mindanao.
É também tarefa do N.E.P. lançar ações militares a fim de impor medidas punitivas contra atividades de mineração em larga escala e plantations que são propriedades de corporações multinacionais (e.g. SRMI, PGMC, Dole, Del Monte e SumiFru) que tomaram terras ancestrais dos Lumad, monopolizaram terras e privaram o campesinato da oportunidade de uma reforma agrária. Estas corporações também têm explorado tremendamente os operários, e de maneira desenfreada, saqueiam os recursos naturais e danificam o meio ambiente.
A tarefa de defender os interesses do povo filipino e aquela de lançar ofensivas táticas para gradualmente enfraquecer e destruir o exército reacionário das classes dominantes tem apenas resultado em sucessos devido a força e ao amplo apoio do povo.
O apoio das massas para o N.E.P. tem se tornado ainda mais forte, já que uma de suas tarefas centrais é levar a cabo uma genuína reforma agrária nas áreas rurais. Vitórias em termos de reforma agrária, beneficiando centenas de milhares de camponeses e operários agrícolas no campo de Mindanao, tem sido conquistadas nas áreas rurais em variados níveis e coberturas em todas as regiões. As lutas foram pela redução da renda da terra e implementos agrícolas, redução da usura, aumento dos salários, e aumento do preço dos produtos agrícolas dos camponeses. Foram também lançados serviços médicos e campanhas culturais.
Essas vitórias derivam da perseverança do Novo Exército Popular nos trabalhos de elevação da consciência política de seus combatentes vermelhos e comandantes. As unidades do N.E.P. possuem educação política regular básica que são delineadas pelo curso PADEPA, que inclui, entre outros, o Curso Básico sobre a Sociedade e Revolução Filipinas, Cursos Especiais de Massas, e As Regras Básicas do Novo Exército Popular, etc. Essa consciência política elevada determina o serviço voluntário do N.E.P. para as vastas massas populares e uma firme adesão a uma disciplina férrea entre seus membros. Isso diferencia o N.E.P. das forças mercenárias da Polícia Nacional, dos grupos paramilitares e das Forças Armadas das Filipinas, cujo serviço é adquirido porque estes últimos são pagos para reprimir o povo e proteger os interesses insaciáveis da grande burguesia compradora, dos latifundiários e dos imperialistas.
A liderança absoluta do Partido Comunista assegura que o exército popular permaneça firme na linha política correta da Revolução Democrática Popular e seja capaz de aderir a uma forte disciplina no seu serviço ilimitado de defesa dos interesses do povo. A fim de executar isso, a partir das unidades do N.E.P. em todo o país, incluindo Mindanao, partes do partido dentro das companhias e dos pelotões guiam as tarefas políticas e militares da unidade e engajam-se no trabalho de massas e nos trabalhos políticos e de aliança dentro das fileiras do exército reacionário. E acima de tudo, temos também colocado firmemente a base política dos membros do Partido dentro das unidades do exército através da implementação de estudos em forma de cursos do Partido, como o Curso Básico do Partido, o Curso Intermediário e o Curso Avançado.
O avanço contínuo da guerra popular em Mindanao e a resistência armada em andamento de grupos entre o povo Moro continuam a ser um espinheiro, uma dissuasão contra os interesses econômicos exploradores das classes dominantes da ilha. Desse modo, nesta última fase do regime do títere Benigno Aquino III, seu Plano de Operação “Bayanihan” (O.P.B.) de campanhas de repressão militar tornaram-se ainda mais brutais e virulentas, em uma tentativa desesperada de realizar seu sonho de esmagar o movimento revolucionário em Mindanao e garantir a proteção dos interesses das classes dominantes locais e de seus chefes imperialistas.
Atualmente, dos 113 batalhões das Forças Armadas das Filipinas em todo o país, 68 estão implantados em Mindanao. Destes, 34 batalhões estão implantados para focar suas ações contra o N.E.P., enquanto que os outros 34 estão nas regiões dos Moro. Campanhas brutais e operações militares tem sido lançadas quase simultaneamente contra as forças revolucionárias dirigidas pelo Partido, o N.E.P. e a Frente Nacional Democrática e, ao mesmo tempo, contra os grupos armados dos Moro que continuam na luta armada.
O foco particular das campanhas e das operações militares da O.P.B. é em Mindanao Oriental, que abrange regiões do N.E.P em Mindanao do Sul, onde de 12 a 13 dos batalhões das F.A.F. estão instalados, e no Nordeste de Mindanao, onde existem oito destes batalhões. Enquanto se concentram nestas duas regiões do N.E.P., eles também têm lançado quase simultaneamente operações de “contenção” nas regiões Centro Norte, Ocidental e Extremo Sul de Mindanao.
A concentração de um grande número das tropas das F.A.F. no Sul e no Nordeste de Mindanao, que são 21 batalhões no total e todos estão operando com indescritível selvageria contra o povo e contra as forças revolucionárias, tem infligido um incomensurável sofrimento sobre as massas populares, especialmente os camponeses, os Lumad e outros setores desprivilegiados da sociedade. Tem sido o procedimento padrão destas operações preparar massacres com impunidade, assassinatos, incêndios de escolas e casas, bombardeamentos indiscriminados, bombardeios com helicópteros e aviões, evacuações forçadas e outras desprezíveis formas de brutalidade.
As tropas carniceiras e mercenárias das F.A.F., junto com suas forças paramilitares, cometeram estas atrocidades não apenas para destruir as forças revolucionárias, mas, acima de tudo, para proteger os investimentos dos imperialistas e das classes dominantes locais, como as minerações em larga escala, plantations, projetos de energia e outros que causam impactos negativos ao meio ambiente e pisoteiam os interesses dos Lumad, Moro, camponeses e operários.
Em paralelo com este fascismo descarado, eles também têm lançado campanhas de guerras psicológicas, como as conhecidas “Caravanas da Paz”, onde desfilam como “desistentes”. Estas têm sido usadas para enganar abertamente o povo, fazendo estes acreditarem que as suas medidas terroristas conseguiram privar o N.E.P. de sua base de massas. Eles pregam a mentira de que a revolução está enfraquecida que o próximo passo seria declarar o conflito como “administrável e pronto para o desenvolvimento" nas regiões onde foram atacadas, como Davao Oriental, Compostela Valley, Agusan del Sur, Surigao del Sur e outras áreas. Isto irá preparar o caminho para a implementação de valores bilionários em projetos PAMANA, que, claramente, é apenas uma fonte de corrupção tanto para Malacañang como para a OPAPP.
O regime de alguma maneira sonha que com a concentração de suas forças em algumas poucas regiões do país, particularmente em Mindanao Oriental, será vitorioso em esmagar a revolução em tais áreas. Mas isto é um erro porque enquanto eles focam nas regiões Sul e Nordeste de Mindanao, dão oportunidade para as regiões Centro Norte, Extremo Sul e Ocidental da ilha para que façamos o trabalho de expansão e consolidação, e em esforço global, a fim de avançar com a revolução nestes territórios. E enquanto o inimigo concentra 60% das tropas das F.A.F. em Mindanao, este abre espaço para regiões em Luzon e em Visayas para que possamos avançar significativamente na luta armada.
Seja qual for o revés que se abate sobre o N.E.P. é apenas temporário, apenas passageiro. O que importa é que o desenvolvimento da revolução armada continua avançando, no geral, como a Revolução Popular Democrática. O N.E.P. é invencível porque é o exército das massas populares.
E assim como a realidade tem mostrado, as unidades do N.E.P. vêm lançando heroicos e corajosos contra-ataques por meio de ofensivas táticas a fim de preservar a si mesmo, defender os interesses do povo e consolidar as vitórias da revolução, e causar mais baixas sobre as tropas fascistas das Forças Armadas das Filipinas e dos grupos paramilitares. Ademais, o povo de Mindanao bravamente tem resistido de maneira ousada, desmascarando as forças da Polícia Nacional, das F.A.F. e dos grupos paramilitares, e militantemente protestam contra as violações de direitos humanos em todo o país. Estas violações têm sido amplamente expostas e contrariadas após o massacre de 1 de setembro de 2015 em Han-ayan, Lianga, Surigao del Sur. O regime reacionário tem sido criticado com forte condenação por vários setores da sociedade, incluindo as igrejas católicas e protestantes.
Desse modo, no 47º aniversário de fundação do Novo Exército Popular, nós devemos nos manter firmes em nossas vitórias e olhar adiante para o futuro brilhante da revolução. Os interesses do povo residem em cima de nós. Juntos, com eles ao nosso lado, a última etapa brutal da O.P.B. do regime E.U.A.-Aquino III certamente irá falhar e será derrotada. E é certo que nós também podemos derrotar o plano de campanha contrarrevolucionário do próximo regime que substituirá a administração reacionária de Benigno Aquino III. Nós estamos confiantes de que o avanço da revolução popular democrática será sustentado porque nós nos mantemos firmes e lutamos pelas aspirações das massas pela verdadeira libertação, pela democracia e paz justas.

Vida longa ao Novo Exército Popular!
Vida longa ao Partido Comunista das Filipinas!
Vida Longa à frente unida e ao povo filipino!

sábado, 26 de março de 2016

“Naxalbari Zindabad!” quer dizer “A Rebelião se Justifica!”

Publicado pelo blog Revolución en la India



Traduzido por I.G.D



Há 40 anos, a rebelião armada dos camponeses de Naxalbari, uma aldeia no estado de Bengala Ocidental, foi a causa de uma conflagração revolucionária na Índia. Os grilhões seculares da opressão e exploração foram atacados. Os revisionistas apelaram a continuar vivendo obedientemente como escravos, mas foram ignorados com desdém. Os camponeses pobres e pisoteados se atreveram a tomar o poder político e a expropriar os frutos de seu trabalho das mãos dos odiosos latifundiários.
Naxalbari fez sacudir o país inteiro. A fúria reprimida dos mais pobres da sociedade, dos adivasis e dos dalits (tribos e “intocáveis” da sociedade de castas), além de outros camponeses pobres e sem-terra, estalou em forma de bravas tormentas de fúria revolucionária em inúmeros lugares em todo o país. As rajadas de vento de Naxalbari arrancaram décadas de fedor revisionista e incitaram a rebelião, a centenas de quadros, presos em partidos como o P.C.I. e o P.C.M [1]. Em Calcutá e em um número de pequenos centros industriais, grandes grupos de trabalhadores e de gente pobre urbana, romperam com os chefes sindicais. Um grande número se lançou para a batalha, lutando na vanguarda da revolução agrária armada como proletários com consciência de classe. Muitos setores sociais, como profissionais, acadêmicos e outros, se uniram ao festival revolucionário das massas. Naxalbari contagiou toda uma geração de jovens e estudantes, e canalizou a força revolucionária de milhares destes jovens, apreendidos dos ideais comunistas de servir ao povo e de se sacrificar pela causa da revolução.
Apesar de longos períodos de dominação revisionista anteriores a Naxalbari, o movimento comunista na Índia também teve uma inspiradora história de luta revolucionária. Foram notáveis os cinco anos de luta armada de Telengana a fins dos anos 40, da qual conseguiu estabelecer o poder vermelho em centenas de aldeias durante seu apogeu, mas esta logo traiu a direção do P.C.I. Grupos de revolucionários tomaram partido com Mao Tsetung na luta contra o revisionismo soviético. Mas Naxalbari representou um salto. Isto foi porque se tomou a consciência do pensamento Mao Tsetung como uma nova etapa qualitativa do marxismo-leninismo, e sua aplicação as condições da Índia, para iniciar a luta armada revolucionária das massas. Este é o elemento chave e distintivo que lançou Naxalbari a esta etapa. Dirigido por Charu Mazumdar, um grupo de quadros revolucionários na organização do P.C.M. do distrito de Darjeeling, lutou conscientemente pelo aprofundamento da luta contra o revisionismo e o centrismo. Tirando valiosas lições da luta ideológica guiada por Mao Tsetung contra o revisionismo kruschevista, e outras lições da Grande Revolução Cultural Proletária da China, Charu Mazumdar conseguiu romper radicalmente com o revisionismo (incluindo o reconhecimento da então existente União Soviética sob a direção revisionista como um inimigo), e lançou a revolução agrária armada até a tomada do poder político, pouco a pouco, por meio do caminho da Guerra Popular Prolongada. Naxalbari foi uma parte da revolução proletária mundial: aproveitou a luta revolucionária em outros países na região, e recebeu o apoio entusiasta do Partido Comunista da China e do proletariado revolucionário de todo o mundo.
Naxalbari elevou o processo de ruptura com os revisionistas e de forjar uma autêntica vanguarda comunista a uma nova e superior etapa. Em 1969, foi dado um passo audacioso: se formou o Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista), sob a direção de Charu Mazumdar. O congresso de fundação do P.C.I. (M.L.) que foi realizado em 1970 em meio do avanço da luta armada, adotou um programa que caracterizou a sociedade indiana como semifeudal e semicolonial e identificou os alvos da revolução, como o feudalismo, o capitalismo burocrático-comprador, e o imperialismo e o social-imperialismo (este último representado pelo antigo bloco soviético). O congresso fixou as tarefas na etapa de uma revolução de Nova Democracia e o caminho da Guerra Popular prolongada.
A revolução não é uma festa, mas sim, como colocou Mao Tsé-tung, é um ato de violência do qual uma classe derroca a outra. A nova vanguarda teve que se forjar em meio a intensa turbulência revolucionária que estava se desenvolvendo em extensas zonas da Índia. Teve que combater constantemente o pensamento e o estilo de trabalho revisionistas profundamente enraizados; teve que remodelar e treinar milhares de jovens como lutadores e líderes proletários; teve que sintetizar a rica experiência ganhada a custo de sangue, para desenvolver a linha e elevar o nível do trabalho partidário. E teve que fazer tudo isso enquanto concretizava audaciosos avanços na luta armada e enquanto combatia a repressão assassina do inimigo. A perde de um número de quadros experientes no início do novo partido, evidentemente tencionou sua capacidade de empreender essas tarefas. Algumas dificuldades sérias, produto de retrocessos, se complicaram com um vento direitista, no qual tratava de revogar a orientação correta do partido, transitando com debilidades reais de sua linha e de sua prática.
Tem-se falado muito acerca do chamado “sectarismo” e “aventureirismo” de Charu Mazumdar, no qual supostamente “isolou” o partido das massas e causou retrocessos. Sim, elementos unilaterais, espontâneos e subjetivistas que foram contra a posição, ponto de vista e métodos de essência marxista-leninista-maoísta de Charu Mazumdar, eram evidentes em suas obras. Mas o que mais se destaca, quando lemos hoje sua obra, é a resoluta claridade de sua crítica ao revisionismo, sua penetrante compreensão da questão chave de tomar o poder, sua profunda confiança nas massas, e seu robusto otimismo revolucionário. Longe do isolamento, sua liderança enraizou profundamente o partido entre as massas, e criou uma vasta reserva de apoio, da qual seguem usando hoje os autênticos revolucionários. Seu nome segue obcecando as classes dominantes, e inspirando aos revolucionários.
Depois do governo ter assassinado covardemente, com a ajuda dos revisionistas do P.C.I./P.C.M., a Charu Mazumdar em 1972, o P.C.I. (M.L.) não seguiu como um partido unido. Desde então, tem havido muita luta para fazer um balanço das experiências e das tentativas de se unificar. Em 1976, o golpe de Estado dos seguidores do caminho capitalista da China causou novas divisões, fortaleceu tremendamente as tendências direitistas no P.C.I. (M.L.), e gerou mais complexidades. Mas esta situação também criou novas e importantes obrigações e oportunidades para aprofundar a compreensão da ideologia, coisa que, por sua vez, deu um novo impulso à luta para fazer um balanço correto e alcançar uma unidade sobre bases corretas. Infelizmente, estas oportunidades foram desperdiçadas ou acabaram desviando-se nos casos onde apenas se aproveitavam. As autênticas forças revolucionárias levam anos elevando sua compreensão sobre o significado da luta internacionalista para defender o desenvolvimento qualitativo do marxismo-leninismo por Mao Tsetung a um nível novo, e para lutar contra os ataques revisionistas contra este, por parte dos usurpadores capitalistas da China dirigidos no começo por Hua Guo-feng e Deng Xiaoping, assim como pelos hoxhaistas. Esta questão, que ainda afeta diretamente as possibilidades de unir as forças maoísta revolucionárias em um único centro, permanece sem ser resolvida por completo. 
Durante todo esse período, as forças revolucionárias que foram parte do P.C.I. (M.L.) unido, assim como outras, tem continuado com heroísmo mantendo alto a bandeira vermelha de Naxalbari. Em Andhra, Bihar e Dandakaranya [2], lutas revolucionárias armadas tem feito avanços significativos, ganhando um amplo apoio das massas e acumulando importantes experiências.
Durante os últimos 30 anos, as condições que tornaram possível e necessária a rebelião agrária armada de Naxalbari, vem amadurando-se ainda mais. A agressiva penetração imperialista em todos os setores da economia, juntamente com a exploração e a opressão por parte das classes dominantes, está causando uma intensificação generalizada da miséria das massas. E, mais importante, esta situação está convocando a resistência e a luta, incluindo a luta armada, em diversas regiões e setores da sociedade. As divisões entre as classes dominantes têm aumentado.
Os revolucionários proletários de todo o mundo não podem dar-se ao luxo de mostrar a mínima indiferença aos avanços e as dificuldades de nossos camaradas da Índia. Hoje na Índia se desenvolve um processo revolucionário que todos os autênticos comunistas e revolucionários do mundo têm o dever de apoiar e aprender com ele. Nos diversos idiomas da Índia, “Naxalbari Zindabad! ” quer dizer “Viva Naxalbari! ”. Mas, para os oprimidos da Índia e do resto do mundo, esta palavra de ordem também quer dizer “A rebelião se justifica”.


Notas:

[1] O Partido Comunista da Índia (P.C.I.) é o partido revisionista pró soviético da Índia. O Partido Comunista da Índia (Marxista) (P.C.M.) surgiu de uma cisão centrista do P.C.I. em 1963, no qual criticou este último e a Kruschev pelo revisionismo, ainda que nunca adotou um programa revolucionário genuíno.
[2] Uma vasta região arborizada que abarca partes de quatro estados da Índia Central.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Igualdade de Direitos

Do Naenara

Traduzido por I.G.D.



Quando a Coreia estava ocupada militarmente pelo imperialismo japonês (1905-1945), a posição social das mulheres era muito deplorável. Muitas delas não sabiam seu próprio nome nem seu dia de nascimento, e quase a totalidade destas não conheciam o 8 de março, o Dia Internacional da Mulher.
Só depois da libertação nacional (15 de agosto de 1945) que elas puderam desfrutar de um autêntico direito à vida.
O Presidente Kim Il Sung, imediatamente após conquistar a causa da fundação do Partido na pátria libertada, organizou a União de Mulheres Democratas da Coreia. Denominou como “Mulher Coreana” a primeira revista para as mulheres da nova Coreia, cujo o primeiro número ele até escreveu uma mensagem de felicitação.
As mulheres coreanas que antes estavam sendo oprimidas por pesados entraves feudais, se levantaram na luta pela construção da nova sociedade.
Segundo dados, os jornais daquele tempo publicaram, em um ano, mais de cem artigos sobre a luta das mulheres, que demonstravam a mudança transcendental na posição social das mulheres coreanas que haviam sido marginalizadas na história.
No mês de março do ano seguinte da libertação, elas celebraram com dignidade, pela primeira vez na história, o 36º aniversário do Dia Internacional da Mulher.
Alguns meses depois, em 30 de julho, se proclamou a lei de igualdade de direitos do homem e da mulher, que foi uma verdadeira virada histórica no destino das mulheres.
O Presidente, com a célebre frase “uma roda da carruagem da revolução”, expressou de forma concisa a posição e o papel das mulheres coreanas que constituem a metade da população 
Ele era verdadeiramente o salvador e o benfeitor ímpar que lhes ofereceu a dignidade e a felicidade.
Aqui está uma história impressionante. 
No distrito de Phyonggang, província de Kwangwon, vivia um casal de caçadores que antes da libertação haviam servido um latifundiário.
Depois do país ter sido libertado, o Presidente Kim Il Sung se reuniu com eles, escutou a mulher de nome Ri Su Dok falando sobre sua trágica vida passada, e disse a ela que se as mulheres se levantarem com forças unidas na edificação da nova pátria, seriam capazes de fazer coisas grandes e que elas constituíam um firme alicerce na construção desta, da mesma maneira que os homens. E lhes entregou um certificado de reconhecimento em seu nome, uma espingarda e uma câmera.
Ri Su Dok, tendo em conta o amor e a confiança do Presidente nela, a quem não haviam tratado como um ser humano no passado, organizou uma guerrilha durante a Guerra de Libertação da Pátria (junho 1950 a julho de 1953) para travar uma luta de vida ou morte contra os invasores.
O Presidente Kim Il Sung destacou no congresso do Partido a questão de libertar as mulheres das cargas pesadas das tarefas domésticas e quando se reuniu com estas que viviam desencorajadas pelos seus maridos que cometeram delitos contra o país pois foram enganados pelos invasores ianques, lhes retirou o amontoado de carga psicológica e lhes abriu um largo caminho para uma vida feliz.
O Dirigente Kim Jong Il que continuou e desenvolveu compactamente a ideia e as proezas do Presidente Kim Il Sung acumuladas no movimento das mulheres, orientou-as a avançar com firmeza pelo caminho da revolução diante de quaisquer vicissitudes. No 8 de março de 1995, publicou a obra clássica imperecível intitulada “As Mulheres Constituem uma Poderosa Força Impulsora da Revolução e da Construção”.
Quando fazia as inspeções em unidades militares, apreciava as soldados dizendo a elas que eram revolucionárias que defendiam a pátria e que contar com uma numerosa tropa como esta constituía um grande orgulho de nosso Partido e povo.
Em uma entrevista com uma cientista, ele perguntou detalhadamente de sua especialidade e a animou dizendo que ganhara fama nas pesquisas. Quando ela escreveu sobre a notícia de haver alcançado o doutorado, o Dirigente Kim Jong Il respondeu dizendo que era uma notícia alegre e lhe desejou maiores êxitos em suas pesquisas.
Sob a atenção minuciosa do Dirigente Kim Jong Il, uma varredora comum se fez benemérita da época do Songun e as mulheres que pariram e criam muitos filhos são respeitadas como heroínas maternas.
Um dia, em fevereiro de 2010, o Dirigente Kim Jong Il, as vésperas do centenário do Dia Internacional da Mulher, destacou que tal data era para ser comemorada com maior significação.
Com motivo desse dia, o Dirigente Kim Jong Il enviou a todas as mulheres uma mensagem de felicitação, que impressionou todo o povo.
Uma parte da mensagem dizia:
“Considero como grande orgulho as nossas mulheres, que são fieis infinitamente ao Partido e ao Líder, se abnegam para a prosperidade da pátria e possuem nobres traços ideológico-espirituais, e aprecio muito as proezas históricas delas. Aproveitando esta oportunidade, envio a todas as mulheres do país uma felicitação calorosa.
Entre os grandes líderes e as mulheres coreanas existiu uma relação tão íntima quanto a de uma família e tal laço fraternal se mantém, até os dias de hoje, com mais nobreza entre estes e o Marechal Kim Jong Un.
Em 2012, ano em que o falecimento do Dirigente Kim Jong Il deixava uma grande dor no coração de todas as mulheres coreanas, o Marechal fez celebrar um pomposo concerto motivado pelo Dia Internacional das Mulheres, a fim de felicitá-las.
Durante a IV Conferência Nacional de Mães, expressou máxima confiança às participantes, apreciando-as como pessoas magníficas que cumpriam com deveres da época assumidos diante da pátria e da nação com nobre lealdade e patriotismo.
Para a saúde das mulheres, construiu-se a nível máximo na Maternidade de Pyongyang, o instituto de tumores de glândulas mamárias, e ao visitar famílias comuns que se mudaram para novas casas, doou a estas, utensílios de cozinha. Para as operárias da Fábrica Têxtil Kim Jong Suk de Pyongyang, foi construído, como se fosse um palácio, um albergue operário e foi dada uma festa motivada pelo Primeiro de Maio.
Quando se formaram, pela primeira vez no país, as pilotos de aviões de caça, o Marechal Kim Jong Un disse que isso era um grande sucesso de todo o país e que elas eram filhas orgulhosas da pátria e do povo, e que eram também revolucionárias insubstituíveis. E lhes perguntou com carinho sobre sua terra natal e seus pais, e destacou que estes se sentiriam muito felizes ao ouvir a notícia de que suas filhas no serviço militar se formaram como pilotos de aviões de caça, representando todas as mulheres coreanas. Foram tiradas fotografias com elas e inclusive lhes tiraram fotos para não apenas serem enviadas aos seus respectivos pais, mas também para que fossem apresentadas para todo o país.
Sob seu amor e atenção todas as mulheres coreanas entre outras as soldados da companhia de caquis, beneméritas da província de Jagang, cientistas, artistas e atletas, desfrutam de uma vida digna e feliz.
Hoje, elas exercem dignamente o direito a palavra nas assembleias populares de órgãos de poder a toda instância, incluindo a suprema, e desempenham um papel importante na luta pela prosperidade nacional como heroínas, beneméritas da época do Songun, funcionárias, etc.